Questão FC870229
Frente ao quadro descrito, qual a hipótese diagnóstica provável e como determiná-la?
Sem classificação
VUNESP · 2026
Um engenheiro civil recém-contratado esteve presente na inspeção de demolição de uma casa antiga. No dia seguinte, começou com tosse e febre, dor torácica e dispneia que foi piorando no decorrer dos dias. Procurou o pneumologista, que solicitou de imediato uma tomografia de tórax. O radiologista descreveu presença de linfonodos mediastinais e hilares, além de opacidades pulmonares difusas.
Frente ao quadro descrito, qual a hipótese diagnóstica provável e como determiná-la?
- Linfoma; biopsiar o parênquima pulmonar.
- Infecção fúngica; biopsiar linfonodo e parênquima pulmonar para cultura.
- Pneumonia bacteriana; colher hemocultura.
- Embolia pulmonar; fazer angiotomografia.
- Infecção viral; solicitar painel viral.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A apresentação clínica após exposição em demolição, com tosse, febre, dor torácica, dispneia e imagem de linfonodos mediastinais/hilares associada a opacidades difusas sugere uma infecção fúngica por inalação de esporos (ex.: Histoplasma u outros fungos dimórficos).
Para confirmação é necessária biópsia de linfonodo e do parênquima pulmonar com envio para cultura e exame histopatológico. A cultura do tecido é o padrão para identificar o agente etiológico.
No histopatológico, usar colorações específicas como Gomori methenamine silver (GMS) e PAS para visualizar leveduras/filamentos. Exames complementares como detecção de antígeno (urina/soro) e sorologia auxiliam, mas seguimento microbiológico do material biópsico é essencial para diagnóstico definitivo e escolha do tratamento.
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