Questão FC870354
Paciente de 6 anos, sem comorbidades prévias, será submetida a uma hernioplastia inguinal. No dia do procedimento, comparece ao hospital e, durante a conversa com o anestesiologist
Sem classificação
CRS (PM MG) · 2026
Paciente de 6 anos, sem comorbidades prévias, será submetida a uma hernioplastia inguinal. No dia do procedimento, comparece ao hospital e, durante a conversa com o anestesiologista na sala de espera, a mãe relata que a criança iniciou sintomas gripais há 5 dias, incluindo coriza, congestão nasal, tosse e febre baixa. Diante da situação apresentada, analise as assertivas abaixo e marque a alternativa INCORRETA.
- A hiperreatividade brônquica como consequência do impacto da infecção viral no sistema nervoso autônomo pode persistir por 6 semanas ou mais, mesmo após o desaparecimento dos sintomas.
- A criança apresenta um provável quadro de IVAS e a cirurgia deve ser adiada por no mínimo 6 semanas após a resolução dos sintomas.
- Os eventos adversos respiratórios perioperatórios mais comuns que podem ocorrer em crianças com IVAS são laringoespasmo e broncoespasmo.
- Algumas estratégias têm se mostrado eficazes na prevenção de broncoespasmo em crianças com hiperreatividade brônquica secundária a IVAS, tais como o uso de salbutamol como medicação pré-anestésica, a indução anestésica venosa com propofol, em vez de indução inalatória, e uso de máscara laríngea, quando possível.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A assertiva está incorreta porque obrigar adiamento de cirurgia por no mínimo 6 semanas após resolução de uma IVAS é excessivo para quadros leves.
O risco aumentado de complicações respiratórias perioperatórias ocorre quando a criança tem sintomas respiratórios ativos ou muito recentes. Em geral, para IVAS não complicada, recomenda-se avaliação clínica e, quando indicada, atraso curto de 7–14 dias até resolução dos sinais. Esperar 6 semanas costuma ser reservado para casos com envolvimento do trato respiratório inferior, broncoespasmo persistente ou doença pulmonar crônica.
No caso apresentado, criança de 6 anos sem comorbidades e com sintomas gripais leves e febre baixa, a exigência de 6 semanas não se justifica; a conduta deve ser individualizada conforme exame e gravidade, não um prazo rígido de 6 semanas.
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