Questão FC870419
Considerando o quadro clínico de Síndrome de Weil, qual alternativa contêm a conduta terapêutica inicial CORRETA para o manejo hemodinâmico e infeccioso deste paciente?
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CRS (PM MG) · 2026
Um bombeiro militar de 50 anos é admitido no pronto atendimento com história de febre alta, cefaleia e mialgia intensa, principalmente em panturrilhas, de início súbito há 7 dias. Há 2 dias, evoluiu com icterícia, oligúria e dispneia progressiva. Ao exame físico, apresenta-se ictérico (3+/4+), com sufusões conjuntivais, taquipneico (FR: 28 irpm), hipotenso (PA: 80x50 mmHg) e com estertores crepitantes em ambas as bases pulmonares. Os exames laboratoriais iniciais revelam: Creatinina 4,5 mg/dL, Ureia 180 mg/dL, Bilirrubina total 15 mg/dL (Direta 12 mg/dL), Plaquetas 40.000/mm3, Leucócitos 18.000/mm3 com neutrofilia e desvio à esquerda. A radiografia de tórax mostra infiltrado alveolar difuso bilateral.
Considerando o quadro clínico de Síndrome de Weil, qual alternativa contêm a conduta terapêutica inicial CORRETA para o manejo hemodinâmico e infeccioso deste paciente?
- Iniciar Penicilina G Cristalina, administrar um volume inicial com Soro Fisiológico 0,9% e, se mantida a hipotensão, iniciar noradrenalina em infusão contínua.
- Iniciar Doxiciclina e proceder com ressuscitação volêmica para correção da hipotensão e da lesão renal aguda.
- Administrar Claritromicina e iniciar furosemida em altas doses para converter a insuficiência renal oligúrica em não oligúrica, associado à transfusão de plaquetas.
- Iniciar Ampicilina e indicar hemodiálise de urgência devido à azotemia e oligúria, postergando a correção da hipotensão para o período intra-dialítico.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Síndrome de Weil é a forma grave da leptospirose, com falência renal, icterícia, hemorragia e compromisso pulmonar, exigindo tratamento imediato.
A conduta correta combina terapia específica e suporte hemodinâmico: iniciar Penicilina G Cristalina o mais cedo possível, pois é antibiótico de escolha em formas graves e reduz morbidade e mortalidade. Em paralelo, repor volemia inicial com Soro Fisiológico 0,9%, seguindo protocolos de sepse (ex.: bolus inicial de aproximadamente 30 mL/kg), sempre monitorando sinais de sobrecarga volêmica devido ao infiltrado pulmonar.
Se a hipotensão mantiver-se após ressuscitação volêmica adequada, iniciar infusão contínua de noradrenalina, vasopressor de primeira linha para suporte pressórico. Encaminhar para UTI, monitorização invasiva e considerar diálise ou ventilação conforme evolução.
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