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Questão FC870438

Homem, 51 anos, apresenta quadro crônico consumptivo com perda ponderal e ascite, associado a tosse oligoprodutiva e alterações pulmonares inespecíficas (vidro fosco em lobos super

Sem classificação

CRS (PM MG) · 2026

Homem, 51 anos, apresenta quadro crônico consumptivo com perda ponderal e ascite, associado a tosse oligoprodutiva e alterações pulmonares inespecíficas (vidro fosco em lobos superiores, linfonodomegalias mediastinais, enfisema centrolobular e pequeno derrame pleural bilateral).

 

Ao exame físico, apresentava:

 

- Frequência respiratória de 34 incursões respiratórias/min.

- Frequência cardíaca de 126bpm/min.

- Temperatura axilar de 39,2ºC.

- Incapacidade para deambular sem auxílio.

 

Quanto aos exames complementares:

 

- Contagem de carga viral do HIV e CD4 ainda não disponíveis.

- Anti-HIV (2 testes rápidos): reagente.

- Teste rápido para sífilis: reagente.

- Pesquisa de bacilo álcool-ácido resistente (BAAR) em 2 amostras de escarro: negativa.

- Teste rápido molecular para tuberculose em escarro: não detectado.

- LF-LAM – teste de fluxo lateral para detecção de lipoarabinomanano em urina: reagente.

 

Com base nos achados acima, é CORRETO afirmar que:

  1. O paciente deve ser tratado como tuberculose ativa.
  2. O paciente deve ser tratado com sulfametoxazol / trimetoprim na dose de 10 - 15 mg/kg/dia de trimetoprim.
  3. O paciente deve iniciar TARV (terapia antirretroviral) tão logo tenha a carga viral disponível.
  4. O paciente deverá ser submetido à punção lombar com análise de liquor e hemocultura (exame micológico direto, cultura para fungos e verificar fungemia).
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Gabarito

A

Comentário do professor

LF-LAM positivo em paciente com HIV reagente e quadro clínico de consumo, febre alta e sinais de doença grave indica alta probabilidade de tuberculose disseminada. O teste detecta lipoarabinomanano urinário e tem utilidade especialmente em imunossuprimidos.

A ausência de BAAR e de resultado molecular em escarro não afasta tuberculose extrapulmonar ou formas paucibacilares comuns em imunossupressão. Dados clínicos de gravidade e incapacidade para deambular reforçam risco aumentado de mortalidade se não tratado.

Por isso, conforme diretrizes, um LF-LAM reagente em paciente HIV grave justifica que seja tratado como tuberculose ativa, iniciando-se prontamente terapia antituberculose enquanto se completam exames e seguimento.

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