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Questão FC870441

Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) – Hepatite B e Coinfecções (2023), pessoas com infecção atual ou pregressa pelo vírus da hepatite B (HBV) podem apresen

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CRS (PM MG) · 2026

Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) – Hepatite B e Coinfecções (2023), pessoas com infecção atual ou pregressa pelo vírus da hepatite B (HBV) podem apresentar reativação viral quando submetidas a terapias imunossupressoras.

 

Sobre a prevenção da reativação do HBV, marque a alternativa CORRETA.

  1. O uso de antivirais profiláticos só é indicado após a detecção de reativação viral, com elevação da alanina aminotransferase (ALT) e soroconversão para HBsAg reagente.
  2. O rastreamento prévio com HBsAg e anti-HBc total deve ser realizado em todos os pacientes antes do início de terapias imunossupressoras ou quimioterapia, e, quando indicado, deve-se iniciar profilaxia antiviral com tenofovir ou entecavir.
  3. Pacientes com anti-HBc total reagente e anti-HBs reagente são considerados de baixo risco e não necessitam de acompanhamento durante a imunossupressão.
  4. A profilaxia com lamivudina é recomendada como primeira escolha, pelo baixo risco de resistência viral a esta droga.
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Gabarito

B

Comentário do professor

Rastreamento: todos os pacientes devem ser testados para HBsAg e anti-HBc total antes de iniciar terapias imunossupressoras ou quimioterapia. Esse exame identifica infecção ativa ou pregressa e o risco de reativação viral.

Por que: pacientes HBsAg positivos e aqueles HBsAg negativos/anti-HBc positivos (infecção ocultA) podem apresentar aumento da replicação do HBV quando submetidos à imunossupressão, com risco de hepatite grave e insuficiência hepática.

Profilaxia: quando indicada, iniciar antiviral com tenofovir ou entecavir, preferidos pela alta barreira genética à resistência. Deve-se começar antes do tratamento imunossupressor, manter durante a terapia e por período pós-tratamento (mínimo de 6 a 12 meses; em terapias com anti‑CD20, recomendam-se períodos mais longos, geralmente ≥12 meses).

Monitorização: acompanhar HBV DNA e ALT durante e após a imunossupressão para detecção precoce de reativação.

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