Questão FC870449
Homem cis, 62 anos, com hepatite C genótipo 1b, previamente tratado com sofosbuvir + daclatasvir por 12 semanas, tendo evoluído com ausência de resposta virológica sustentada, docu
Sem classificação
CRS (PM MG) · 2026
Homem cis, 62 anos, com hepatite C genótipo 1b, previamente tratado com sofosbuvir + daclatasvir por 12 semanas, tendo evoluído com ausência de resposta virológica sustentada, documentada por novo HCV-RNA detectável após 15 semanas do término da terapia. Atualmente, apresenta cirrose hepática Child-Pugh B (9 pontos), com passado de encefalopatia hepática, além de diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial sistêmica e doença renal crônica estágio 3B.
Exames complementares recentes:
HCV-RNA: 1.240.000 UI/mL
Anti-HIV: não reagente
Anti-HBV: não reagente
Segundo a Nota Técnica Nº 5/2025-CGHV/.DATHI/SVSA/MSC, que atualiza os esquemas terapêuticos para hepatite C, marque a alternativa CORRETA quanto à conduta indicada neste caso.
- A coformulação de velpatasvir/sofosbuvir por 24 semanas sem ribavirina será o esquema terapêutico recomendado para este paciente.
- O retratamento consistirá na combinação tripla de antivirais de ação direta, como o sofosbuvir/velpatasvir/voxilaprevir, administrado por 12 semanas.
- O esquema terapêutico preconizado para o genótipo 1b consistirá no emprego de sofosbuvir/velpatasvir, na apresentação de comprimido coformulado, dose única diária, por 12 semanas, sem ribavirina.
- Os esquemas recomendados na Nota Técnica Nº 5 requerem ajuste de dose conforme o clearance de creatinina, o que será necessário neste paciente.
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Gabarito
A
Comentário do professor
A coformulação velpatasvir/sofosbuvir por 24 semanas sem ribavirina é indicada neste caso.
Justificativa: trata-se de paciente com cirrose descompensada Child‑Pugh B, situação em que os inibidores de protease são contraindicados, restringindo as opções terapêuticas. Velpatasvir/sofosbuvir é um esquema pan‑genotípico seguro para descompensados.
Houve falha prévia com esquema contendo um inibidor de NS5A (daclatasvir). A extensão do tratamento para 24 semanas aumenta a probabilidade de cura após recaída virológica, especialmente quando não se pode utilizar agentes antiprotease.
Ribavirina foi evitada por razões de segurança: doença renal crônica estágio 3B e maior risco de efeitos adversos hematológicos, tornando preferível o prolongamento do esquema base sem ribavirina. Monitoramento clínico e viral durante e após terapia é obrigatório.
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