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Questão FC870450

Mulher de 62 anos, com artrite reumatoide diagnosticada há 10 anos, em uso de leflunomida desde agosto de 2025. A equipe de reumatologia indicou o início de rituximabe e solicitou

Sem classificação

CRS (PM MG) · 2026

Mulher de 62 anos, com artrite reumatoide diagnosticada há 10 anos, em uso de leflunomida desde agosto de 2025. A equipe de reumatologia indicou o início de rituximabe e solicitou sorologias para hepatites antes da infusão.

 

Os resultados foram:

 

\(\bullet\) Anti-HBc total reagente

\(\bullet\) IgM anti-HBc não reagente

\(\bullet\) Anti-HBs reagente

\(\bullet\) HBsAg não reagente

\(\bullet\) HBeAg e anti-HBe não reagentes

\(\bullet\) Alanina aminotransferase 27 U/L (VR: 7 - 56/L)

\(\bullet\) HBV-DNA não detectável

\(\bullet\) Ultrassonografia de abdome (20/08/25): hepatomegalia leve e discretas alterações texturais hepáticas

Considerando o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de Hepatite B e Coinfecções (2023), marque a alternativa CORRETA.

  1. Pacientes que utilizarão inibidores de calcineurina e micofenolato devem preferir tenofovir como antiviral, sendo este também o esquema de escolha para rituximabe.
  2. Pacientes HBsAg não reagentes e anti-HBc reagentes que utilizarão rituximabe devem receber profilaxia antiviral com tenofovir ou entecavir, iniciada antes do imunossupressor.
  3. A profilaxia antiviral em pacientes que receberão rituximabe deve ser mantida por 6 meses após o término do imunossupressor.
  4. O rituximabe é considerado de baixo risco de reativação e, portanto, a monitorização seriada de alanina aminotransferase a cada 3 meses é a abordagem inicial neste caso.
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Gabarito

B

Comentário do professor

A alternativa está correta porque pacientes com HBsAg não reagente e anti-HBc reagente têm evidência de infecção passada do vírus B e permanecem em risco de reativação quando expostos a terapias de alto risco, como o rituximabe.

O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas recomenda profilaxia antiviral nesses casos, preferindo entecavir ou tenofovir, iniciada antes da administração do imunossupressor. Mesmo com HBV-DNA indetectável e anti-HBs reagente, a reativação é possível.

Além da profilaxia, é essencial monitorar ALT e HBV-DNA durante o tratamento e por período adicional após a suspensão do imunossupressor, conforme orientações do protocolo.

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