Questão FC870464
Em relação às endocardites infecciosas (EI) e atualização dos critérios diagnósticos de EI de Duke, de acordo com a International Society for Cardiovascular Infectious Diseases (IS
Sem classificação
CRS (PM MG) · 2026
Em relação às endocardites infecciosas (EI) e atualização dos critérios diagnósticos de EI de Duke, de acordo com a International Society for Cardiovascular Infectious Diseases (ISCVID), é CORRETO afirmar que:
- A presença de febre persistente acima de 38 °C, sem outro foco definido, passou a ser considerada critério maior para o diagnóstico de EI.
- A captação metabólica anormal envolvendo valva protética ao PET/CT (Tomografia por Emissão de Pósitrons acoplada à Tomografia Computadorizada) com 18F-FDG (fludeoxiglicose), realizada pelo menos 3 meses após o implante cirúrgico da valva protética, foi incorporada como critério maior.
- A obrigatoriedade de 12 horas de intervalo entre coletas de hemocultura e de punções em diferentes sítios permanecem sendo exigidas no critério microbiológico.
- Ensaios de imunofluorescência indireta (IFI) para detecção de anticorpos IgM e IgG contra Bartonella henselae ou Bartonella quintana com título de imunoglobulina G (IgG) \(\ge\) 1:800 foram definidos como critérios menores para EI, dada a baixa especificidade desses testes em áreas endêmicas.
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Gabarito
B
Comentário do professor
ISCVID atualizou os critérios de Duke e passou a incluir como critério maior a captação metabólica anormal envolvendo valva protética no exame PET/CT com 18F-FDG, desde que o estudo seja realizado pelo menos 3 meses após o implante cirúrgico.
O fundamento é que o PET/CT detecta aumento do metabolismo glicolítico das células inflamatórias e infecciosas, fornecendo informação complementar à ecocardiografia, especialmente quando próteses dificultam a avaliação estrutural.
O intervalo mínimo de 3 meses reduz falsos positivos decorrentes de reparo inflamatório pós-operatório; captação focal/heterogênea é mais sugestiva de infecção, enquanto captação difusa pode refletir reação não infecciosa.
Na prática, um PET/CT positivo, associado a critérios clínicos e microbiológicos, pode elevar o diagnóstico para endocardite protética definida, melhorando sensibilidade sem sacrificar a especificidade.
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