Questão FC870523
Considerando o quadro clínico de Síndrome de Weil, qual alternativa contêm a conduta terapêutica inicial CORRETA para o manejo hemodinâmico e infeccioso deste paciente?
Sem classificação
CRS (PM MG) · 2026
Um bombeiro militar de 50 anos é admitido no pronto atendimento com história de febre alta, cefaleia e mialgia intensa, principalmente em panturrilhas, de início súbito há 7 dias. Há 2 dias, evoluiu com icterícia, oligúria e dispneia progressiva. Ao exame físico, apresenta-se ictérico (3+/4+), com sufusões conjuntivais, taquipneico (FR: 28 irpm), hipotenso (PA: 80x50 mmHg) e com estertores crepitantes em ambas as bases pulmonares. Os exames laboratoriais iniciais revelam: Creatinina 4,5 mg/dL, Ureia 180 mg/dL, Bilirrubina total 15 mg/dL (Direta 12 mg/dL), Plaquetas 40.000/mm3, Leucócitos 18.000/mm3 com neutrofilia e desvio à esquerda. A radiografia de tórax mostra infiltrado alveolar difuso bilateral.
Considerando o quadro clínico de Síndrome de Weil, qual alternativa contêm a conduta terapêutica inicial CORRETA para o manejo hemodinâmico e infeccioso deste paciente?
- Iniciar Penicilina G Cristalina, administrar um volume inicial com Soro Fisiológico 0,9% e, se mantida a hipotensão, iniciar noradrenalina em infusão contínua.
- Iniciar Doxiciclina e proceder com ressuscitação volêmica para correção da hipotensão e da lesão renal aguda.
- Administrar Claritromicina e iniciar furosemida em altas doses para converter a insuficiência renal oligúrica em não oligúrica, associado à transfusão de plaquetas.
- Iniciar Ampicilina e indicar hemodiálise de urgência devido à azotemia e oligúria, postergando a correção da hipotensão para o período intra-dialítico.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Penicilina G cristalina IV é a escolha indicade nos casos graves de Leptospirose (Síndrome de Weil) para reduzir carga bacteriana e limitar evolução para falência orgânica. Deve ser iniciada prontamente quando houver forte suspeita clínica.
O suporte hemodinâmico começa com reposição volêmica por cristaloide isotônico (Soro Fisiológico 0,9%), em bolus inicial (ex.: 20 mL/kg), sempre monitorando resposta clínica, pressão arterial, débito urinário e sinais de congestão pulmonar. Neste paciente com infiltrado alveolar, a reposição deve ser cuidadosa e guiada por parâmetros clínicos e ecográficos.
Se a hipotensão persistir após adequada reposição volêmica, iniciar infusão contínua de noradrenalina, vasopressor de escolha para choque séptico/hipovolêmico refratário. Considerar suporte renal precoce (diálise) pela IRA grave e monitorização intensiva.
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