Questão FC870608
A Doença de Kienbock ou osteonecrose do semilunar caracteriza-se por um processo patológico progressivo e debilitante do punho que pode levar a dor crônica e disfunção. Com base no
Sem classificação
CRS (PM MG) · 2026
A Doença de Kienbock ou osteonecrose do semilunar caracteriza-se por um processo patológico progressivo e debilitante do punho que pode levar a dor crônica e disfunção. Com base no livro Atualização em Cirurgia da Mão: Afecções Não-Traumáticas. 1. Ed., analise as assertivas abaixo sobre a Doença de Kienbock, e marque V (Verdadeiro) ou F (Falso):
( ) No tipo IIIA de Lichtman há colapso do semilunar com o ângulo radioescafoide <90º, associado a flexão do escafóide.
( ) São fatores de risco anatômicos a forma do semilunar e rádio distal, variância ulnar, cobertura do semilunar pelo rádio, suprimento sanguíneo, pressão intraóssea excessiva e estase venosa.
( ) A classificação artroscópica de Bain visa localizar especificamente a área de superfícies articulares não funcionais do semilunar e suas articulações adjacentes.
( ) O tratamento cirúrgico da Doença de Kienbock necessariamente passa por fusões ósseas, sejam elas limitadas como a artrodese quatro cantos ou mesmo artrodese total do punho.
Marque a alternativa que corresponda, na ordem de cima para baixo, à sequência CORRETA.
- F – V – V – F.
- V – F – V – F.
- F – V – F – V.
- V – F – F – V.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Solução: F – V – V – F.
Lichtman IIIA é caracterizado por colapso do semilunar sem colapso carpal fixo ou flexão patológica do escafoide; por isso a afirmação sobre ângulo rádio-escafoide <90º e flexão do escafoide é incorreta.
Fatores de risco citados estão corretos: morfologia do semilunar e do rádio distal, variância ulnar, cobertura radial do semilunar, comprometimento do suprimento sanguíneo, pressão intraóssea elevada e estase venosa contribuem para osteonecrose.
Classificação artroscópica de Bain tem como objetivo localizar áreas de superfície articular do semilunar e articulações adjacentes que estão não funcionais, auxiliando no planejamento terapêutico.
Tratamento cirúrgico não exige obrigatoriamente fusões; existem alternativas como revascularização, procedimentos de descarga (p.ex. encurtamento radial), excisão da fila proximal e outras técnicas preservadoras dependendo do estágio.
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