Questão FC870624
Biólogo de 32 anos realiza o levantamento de fauna em área de reflorestamento, sendo picado por animal peçonhento não visualizado no antebraço. Ele relata dor local intensa com irr
Sem classificação
VUNESP · 2026
Biólogo de 32 anos realiza o levantamento de fauna em área de reflorestamento, sendo picado por animal peçonhento não visualizado no antebraço. Ele relata dor local intensa com irradiação proximal e náuseas. Ao exame físico: nota-se discreto eritema e sudorese localizada; frequência cardíaca: 115 bpm; pressão arterial: 155 x 95 mmHg; o paciente apresenta agitação psicomotora leve e sialorreia discreta, sem evidências de marcas de quelíceras ou aparelhos inoculadores.
Além da notificação compulsória do agravo, de acordo com a última versão do Guia Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, é correto afirmar:
- a contagem de plaquetas deve demonstrar queda acentuada nas primeiras horas para validar o diagnóstico de envenenamento sistêmico.
- a realização de testes de sensibilidade cutânea antes da infusão do antiveneno aumenta a segurança do procedimento clínico realizado.
- o uso de torniquete posicionado acima da lesão reduz a absorção das toxinas e previne a evolução do edema pulmonar.
- a infiltração de anestésico local sem o uso de substância vasoconstritora auxilia no manejo da dor persistente do acidentado.
- o emprego de compressas frias sobre a região da picada é a conduta física indicada para o alívio do foneutrismo.
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Gabarito
D
Comentário do professor
Infiltração de anestésico local sem o uso de vasoconstritor é indicada para controle da dor persistente porque o anestésico promove o bloqueio dos canais de sódio nas fibras nervosas locais, interrompendo a transmissão nociceptiva e proporcionando alívio rápido da dor e de reflexos autonômicos associados.
O uso de vasoconstritor (por exemplo, adrenalina) é evitado porque pode reduzir a perfusão local, aumentar a concentração tecidual do veneno e favorecer isquemia e necrose, além de potencializar efeitos simpaticomiméticos sistêmicos como hipertensão e taquicardia.
Essa conduta complementa medidas gerais previstas no Guia de Vigilância em Saúde: técnica asséptica, volumes conservadores e associação com analgesia sistêmica e tratamento específico conforme necessidade.
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