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Questão FC870633

Homem de 67 anos, hipertenso e cardiopata, apresenta- se à unidade de saúde com relato de febre alta, mialgia intensa e cefaleia há quatro dias. Nas últimas 12 horas, a febre desap

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VUNESP · 2026

Homem de 67 anos, hipertenso e cardiopata, apresenta- se à unidade de saúde com relato de febre alta, mialgia intensa e cefaleia há quatro dias. Nas últimas 12 horas, a febre desapareceu abruptamente. O paciente foi submetido a uma angioplastia com implante de stent farmacológico há quatro meses e faz uso de dupla antiagregação plaquetária (aspirina em baixa dose e clopidogrel). Ao exame físico: consciente, orientado; pressão arterial: 120 x 80 mmHg (sentado) e 95 x 70 mmHg (em ortostase); tempo de enchimento capilar: 2 segundos; frequência cardíaca: 88 bpm. Exames laboratoriais mostram hematócrito de 42%, plaquetas de 45.000/mm3 e prova do laço negativa.

 

Considerando a principal hipótese diagnóstica, de acordo com as diretrizes mais recentes do Ministério da Saúde, é correto afirmar:

  1. a reposição volêmica intravenosa inicial deve ser realizada com 20 mL/kg em 20 minutos para prevenir o desconforto respiratório.
  2. a dupla antiagregação plaquetária deve ser suspensa pelo alto risco de o paciente evoluir com sangramento grave.
  3. a queda da temperatura indica a transição para a fase crítica, na qual sinais de extravasamento plasmático costumam surgir.
  4. a presença de sinal de Herman é considerada um critério de alarme que exige monitoramento em unidade de terapia intensiva.
  5. o quadro clínico descrito caracteriza choque compensado por apresentar redução da pressão arterial média associada ao repouso.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A queda abrupta da febre representa a defervescência e, nas diretrizes do Ministério da Saúde para dengue, sinaliza a transição para a fase crítica. Nessa fase há aumento da permeabilidade capilar com extravasamento plasmático, que pode evoluir para derrame pleural, ascite e choque hipovolêmico.

Clínica e exames que acompanham esse quadro incluem queda das plaquetas, elevação do hematócrito por hemoconcentração (quando comparado ao valor basal) e sinais de hipovolemia como hipotensão e taquicardia relativa.

Assim, a observação da defervescência associada a trombocitopenia e sinais de instabilidade hemodinâmica exige monitorização rigorosa e pronta instituição de medidas de suporte, sobretudo reposição volêmica criteriosa para prevenir evolução para choque.

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