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Questão FC870657

Paciente de 58 anos é submetido a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica por suspeita de coledocolitíase. O exame não evidencia cálculos ou outras alterações, não sendo rea

Sem classificação

VUNESP · 2026

Paciente de 58 anos é submetido a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica por suspeita de coledocolitíase. O exame não evidencia cálculos ou outras alterações, não sendo realizada papilotomia. Evolui no pós-procedimento com leve desconforto abdominal, sem sinais de irritação peritoneal. Tomografia demonstra pequena quantidade de ar retroperitoneal periduodenal, sem extravasamento de contraste.

 

Com base nesse quadro, a classificação mais provável segundo Stapfer é tipo

  1. IV – presença de ar retroperitoneal sem evidência de perfuração significativa.
  2. III – perfuração ductal relacionada a instrumentação da via biliar.
  3. II – perfuração periampular associada a manipulação terapêutica.
  4. V – perfuração mesentérica contida.
  5. I – perfuração da parede duodenal com comunicação intraperitoneal.
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Gabarito

A

Comentário do professor

A classificação de Stapfer tipo IV corresponde à presença isolada de ar retroperitoneal após ERCP, sem evidência de perfuração significativa ou extravasamento de contraste.

Clinicamente o paciente costuma estar hemodinamicamente estável, com dor abdominal leve e sem sinais de peritonite. Na tomografia observa-se enfisema retroperitoneal periduodenal, como no caso descrito, mas sem coleto de contraste que sugira fístula aberta.

Esse quadro geralmente resulta de insuflação ou lesão mucosa mínima durante o procedimento, permitindo entrada de ar sem ruptura completa da parede duodenal.

O manejo é primordialmente conservador: jejum, hidratação venosa, antibioticoterapia quando indicado e observação estreita. Intervenção cirúrgica é reservada para piora clínica ou aparecimento de sinais de perfuração franca.

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