Questão FC870702
O médico conta com todas as tecnologias para o diagnóstico e tratamento, assim, qual a melhor opção terapêutica?
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VUNESP · 2026
Paciente com 45 anos de idade, não etilista e não tabagista, sem outras comorbidades, vem à consulta por nódulo cervical há cerca de três meses. O exame físico revela um linfonodo de cerca de 2,0 cm no maior diâmetro, no nível II à direita, endurecido, móvel e indolor. Durante o exame locorregional, notam-se discreto abaulamento e endurecimento da tonsila palatina direita, sem lesão evidente visível. A citologia obtida com punção aspirativa por agulha fina do linfonodo mostrou tratar-se de metástase de carcinoma epidermoide com imunocitoquímica positiva para p16. Foi solicitado PET-TC que mostrou captação no linfonodo e na tonsila palatina direitos com SUVs de 12,0 e 10,0, respectivamente.
O médico conta com todas as tecnologias para o diagnóstico e tratamento, assim, qual a melhor opção terapêutica?
- Indicação de radioterapia e quimioterapia em dose plena.
- Operação tipo retromolar com esvaziamento cervical radical à direita seguida de radioterapia em dose plena em campos paralelos opostos.
- Quimioterapia de indução seguida de cirurgia.
- Radioterapia cervical bilateral.
- Ressecção robótica transoral com esvaziamento cervical no mesmo tempo seguida de radioterapia associada ou não à quimioterapia a depender do estadiamento patológico.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
Ressecção robótica transoral (TORS) da tonsila suspeita com esvaziamento cervical ipsilateral no mesmo tempo é a conduta indicada neste cenário de carcinoma epidermoide p16 positivo. O PET-TC com captação na tonsila e no linfonodo sugere tumor primário tonsilar com metástase ganglionar única, favorecendo abordagem cirúrgica transoral quando a lesão é acessível.
A TORS oferece controle oncológico adequado com menor morbidade funcional, melhor deglutição e recuperação comparada à cirurgia aberta, além de permitir avaliação anatomopatológica precisa do primário e do conteúdo ganglionar.
Os achados patológicos orientam a adjuvância: radioterapia é indicada conforme risco e quimioterapia concomitante é adicionada se houver fatores de alto risco, como margens positivas ou extracapsularidade. Assim, tratamento combinado cirúrgico seguido de adjuvância personalizada maximiza controle e preserva função.
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