Questão FC870741
Qual é a conduta inicial adequada nesse caso?
Sem classificação
VUNESP · 2026
Paciente, 58 anos, sexo masculino, portador de hipertensão arterial há mais de 12 anos, com baixa adesão ao tratamento, procura o pronto atendimento após episódio de dispneia progressiva, cefaleia intensa e visão borrada nas últimas 24 horas. Refere interrupção da medicação anti-hipertensiva há cerca de 3 meses. Ao exame físico, encontra-se ansioso, com pressão arterial de 228 x 136 mmHg, frequência cardíaca de 112 bpm, frequência respiratória de 28 irpm e saturação de oxigênio de 90% em ar ambiente, estertores crepitantes bibasais, turgência jugular discreta e edema de membros inferiores 1+.
Considere o eletrocardiograma a seguir:

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)
Qual é a conduta inicial adequada nesse caso?
- Trata-se de hipertensão resistente crônica, devendo-se ajustar o esquema ambulatorial e reavaliar em 7 dias.
- Trata-se de insuficiência cardíaca isolada, sem relação direta com o nível pressórico atual, devendo-se tratar apenas congestão.
- Trata-se de pseudocrise hipertensiva secundária à ansiedade, devendo-se priorizar benzodiazepínico e analgesia.
- Trata-se de emergência hipertensiva com lesão aguda de órgão alvo, devendo-se iniciar tratamento intravenoso e monitorização em ambiente hospitalar.
- Trata-se de urgência hipertensiva, devendo-se reduzir a pressão arterial progressivamente com medicação oral e alta após observação breve.
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Gabarito
D
Comentário do professor
Emergência hipertensiva com sinais de lesão aguda de órgão alvo (PA 228/136 mmHg, dispneia, estertores, baixa SatO2, turgência jugular, cefaleia/visão borrada) exige intervenção imediata. Trata‑se de quadro de edema pulmonar agudo/insuficiência cardíaca secundária à hipertensão grave.
A conduta inicial é iniciar tratamento intravenoso e monitorização em ambiente hospitalar. Preferem‑se vasodilatadores IV (por exemplo nitroprussiato ou nitroglicerina) associados a diurético venoso (furosemida) e, conforme quadro, bloqueador simpático IV (labetalol).
Objetivo hemodinâmico: reduzir a pressão média arterial em até \( \le 25\% \) na primeira hora, depois progredir de forma controlada até metas seguras nas próximas horas. Monitorizar continuamente PA, ECG, SatO2 e diurese para evitar queda pressórica excessiva e estabilizar os órgãos alvo.
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