Questão FC870747
Diante da avaliação clínica e da estratificação de risco, qual deve ser a conduta inicial?
Sem classificação
VUNESP · 2026
Considere o seguinte caso clínico para responder à questão:
Paciente, sexo masculino, 78 anos, portador de hipertensão arterial e diabetes melito tipo 2, é levado por familiares ao pronto atendimento por quadro de 3 dias de evolução com tosse produtiva, febre não aferida, prostração e piora progressiva da dispneia. Nas últimas 24 horas, a família percebeu confusão mental e redução do nível de interação. Ao exame físico: estado geral comprometido, confuso, desorientado no tempo e espaço; PA: 92 x 58 mmHg; FC: 108 bpm; FR: 32 irpm; saturação: 89%, em ar ambiente. Ausculta pulmonar: estertores crepitantes em base pulmonar direita maior que a esquerda; tomografia de tórax conforme imagem a seguir:

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)
Diante da avaliação clínica e da estratificação de risco, qual deve ser a conduta inicial?
- Anticoagulação plena imediata como principal intervenção.
- Tratamento ambulatorial com antibiótico oral de amplo espectro.
- Corticoide sistêmico isolado como tratamento inicial.
- Internação hospitalar com antibioticoterapia intravenosa empírica e monitorização clínica.
- Alta com oxigenoterapia domiciliar e reavaliação em 48 horas.
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Gabarito
D
Comentário do professor
Hospitalização é indicada devido aos sinais de gravidade: idade avançada, hipotensão (92/58), taquipneia (>30 irpm), dessaturação (89%) e confusão, configurando pneumonia grave/sepse.
Antibioticoterapia intravenosa empírica deve ser iniciada prontamente, preferivelmente após coleta de hemoculturas quando possível, sem atrasar a terapêutica. Protocolos usuais incluem uma combinação de beta-lactâmico com cobertura para atípicos ou um fluoroquinolona respiratória, ajustando conforme comorbidades e resistências locais.
Monitorização clínica contínua é necessária: suporte de oxigênio para manter saturação ≥92%, avaliação hemodinâmica e reposição volêmica se indicado, monitorização neurológica e ajuste terapêutico conforme cultura e evolução.
Encaminhar a avaliação para UTI quando houver necessidade de suporte ventilatório ou instabilidade hemodinâmica persistente.
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