Questão FC870794
O uso do ácido acético em endoscopia é útil na avaliação do esôfago de Barrett, produzindo efeitos transitórios sobre a metaplasia intestinal, com bons resultados na identificação
Sem classificação
VUNESP · 2026
O uso do ácido acético em endoscopia é útil na avaliação do esôfago de Barrett, produzindo efeitos transitórios sobre a metaplasia intestinal, com bons resultados na identificação de áreas de displasia.
Assinale a alternativa correta sobre esse método.
- Na técnica endoscópica faz-se necessário o pré-tratamento da mucosa com agentes mucolíticos como a acetilcisteína, evitando-se áreas falso negativas.
- A aplicação rotineira do ácido acético associado a biópsias direcionadas, em pacientes de risco, não demonstrou custo-efetividade em comparação ao protocolo de Seattle, não devendo ser estimulada.
- O efeito acetobranco persiste por alguns minutos e o seu desaparecimento precoce é um sinal muito eficaz na distinção de metaplasia de áreas de displasia e adenocarcinoma precoce.
- É o método mais comumente indicado para a detecção do carcinoma espinocelular em pacientes de risco como tabagistas, etilistas e com histórico de neoplasia de cabeça e pescoço.
- Seu efeito acetobranco ocorre devido a sua absorção pelo epitélio intestinal e metaplásico, produzindo uma coloração esbranquiçada temporária.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
O uso do ácido acético provoca o chamado efeito acetobranco, uma coloração esbranquiçada da mucosa por ação sobre proteínas citoplasmáticas e pelo clareamento de células ricas em glicogênio.
Na metaplasia intestinal do esôfago de Barrett o acetobranco costuma ficar visível por alguns minutos, porque essas células mantêm glicogênio e reagem de forma sustentada.
Em áreas com displasia ou adenocarcinoma precoce há perda de glicogênio e alterações celulares que fazem o acetobranco desaparecer precocemente.
Portanto, o desaparecimento rápido do acetobranco é um sinal muito eficaz para diferenciar metaplasia não displásica de áreas suspeitas de displasia ou neoplasia incipiente.
Na prática endoscópica isso orienta vigilância e direciona biópsias ou terapêuticas dirigidas, sendo importante observar a mucosa nos minutos iniciais após aplicação (concentões de 1,5–3% são comumente usadas).
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