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Questão FC870803

Paciente do sexo masculino foi submetido à bypass gástrico em Y de Roux há 8 meses. Retorna em consulta devido a queixa de epigastralgia intermitente e episódios ocasionais de náus

Sem classificação

VUNESP · 2026

Paciente do sexo masculino foi submetido à bypass gástrico em Y de Roux há 8 meses. Retorna em consulta devido a queixa de epigastralgia intermitente e episódios ocasionais de náuseas. Nega febre. Refere uso frequente de anti-inflamatórios não esteroidais por dor lombar crônica. Foi submetido a endoscopia digestiva alta que revela úlcera com margens bem delimitadas, fundo claro recoberto por espessa camada de fibrina, acometendo a porção jejunal da anastomose gastroenteral.

 

Com base no quadro clínico, assinale a alternativa correta.

  1. A incidência de úlcera marginal após bypass é desprezível, sendo inferior a 0,1% na maioria das séries.
  2. O uso de inibidores de bomba de prótons está associado ao aumento do risco de úlcera marginal, principalmente quando iniciado precocemente.
  3. As úlceras marginais ocorrem exclusivamente no lado gástrico da anastomose gastrojejunal. A ocorrência de úlceras no lado jejunal deve levantar a suspeita de manifestação atípica e exigem investigação adicional.
  4. A principal causa de úlcera marginal é infecciosa, e não há relação com fatores mecânicos ou isquêmicos.
  5. Fatores como tabagismo, infecção por H. pylori e uso de anti-inflamatórios não esteroidais aumentam o risco de úlcera marginal.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

A presença de úlcera na porção jejunal da anastomose gastrojejunal após bypass em Y de Roux é típica de úlcera marginal. Essa lesão decorre da combinação de exposição ácida, alterações na vascularização e fragilidade da mucosa no ponto de sutura.

Anti-inflamatórios não esteroidais aumentam o risco porque inibem as enzimas COX, reduzindo a síntese de prostaglandinas responsáveis pela proteção mucosa (moco, bicarbonato, fluxo sanguíneo) e favorecendo lesão e má cicatrização.

H. pylori promove inflamação e diminuição da defesa local, facilitando formação de úlceras mesmo em sítios cirúrgicos vulneráveis.

Tabagismo prejudica a perfusão e a oxigenação tecidual, atrasa a cicatrização e aumenta secreção ácida, todos fatores que potencializam a ocorrência e a recidiva da úlcera marginal.

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