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Questão FC870846

Uma das causas de amenorreia secundária é a hiperprolactinemia. Para o manejo das suas repercussões não reprodutivas, é importante o profissional de saúde ter o conhecimento adequa

Sem classificação

VUNESP · 2026

Uma das causas de amenorreia secundária é a hiperprolactinemia. Para o manejo das suas repercussões não reprodutivas, é importante o profissional de saúde ter o conhecimento adequado sobre essa patologia.

 

Em relação a esse tema, assinale a alternativa correta.

  1. Agonistas dopaminérgicos são altamente efetivos no tratamento da hiperprolactinemia.
  2. Baixas concentrações séricas de prolactina podem causar perda significativa de massa óssea.
  3. A hiperprolactinemia causa um hipogonadismo hipergonadotrófico.
  4. Altas concentrações séricas de prolactina podem causar hiperestrogenismo.
  5. A hiperprolactinemia é consequência da disfunção ovariana.
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Gabarito

A

Comentário do professor

Agonistas dopaminérgicos são o tratamento de escolha para a hiperprolactinemia por atuarem diretamente nos receptores D2 da hipófise, inibindo a secreção de prolactina.

Na prática clínica, medicamentos como bromocriptina e especialmente cabergolina promovem redução dos níveis de prolactina, redução do tamanho tumoral em prolactinomas e restabelecimento da função reprodutiva (ressurgimento da menstruação, melhora da fertilidade, resolução de galactorreia).

Cabergolina apresenta maior eficácia e melhor tolerabilidade que bromocriptina, com posologia menos frequente. Efeitos adversos incluem náuseas, tontura e hipotensão postural; risco de valvulopatia é raro em doses usadas para prolactinoma.

O manejo exige monitorização dos níveis de prolactina e controle imagiológico do tumor; ajuste de dose ou suspensão deve ser orientado por endocrinologista conforme resposta e desejo reprodutivo.

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