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Questão FC870859

Para responder à questão, leia o caso a seguir: M.B.V., 32 anos, GIII PII 1N 1C há 2 anos A0, idade gestacional de 33 semanas, hipertensa crônica, veio ao PSO, assintomática, encam

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VUNESP · 2026

Para responder à questão, leia o caso a seguir:

 

M.B.V., 32 anos, GIII PII 1N 1C há 2 anos A0, idade gestacional de 33 semanas, hipertensa crônica, veio ao PSO, assintomática, encaminhada da medicina fetal por ultrassom obstétrico com doppler demonstrando: feto único e vivo em apresentação cefálica, BCF 156 bpm, peso fetal no percentil 2, MBV (maior bolsão vertical): 2,4 cm, artéria umbilical: diástole zero, Ducto venoso: IP 0,6. IP médio de artérias uterinas no p > 95, movimentos fetais e movimentos respiratórios presentes, tônus fetal normal. Paciente sem queixas obstétricas. Refere peso fetal normal em ultrassom anterior. Ao exame: DU ausente. TV: colo impérvio, bolsa íntegra. Cardiotocografia: normal. PA 130 x 80 mmHg. Relação proteína na urina/ creatinina na urina: 0,3.

 

De acordo com esse caso, assinale a alternativa que representa os diagnósticos corretos.

  1. Pré-eclâmpsia; RCIU precoce.
  2. Eclâmpsia; RCIU tardio.
  3. Hipertensão arterial crônica; RCIU precoce.
  4. Pré-eclâmpsia superajuntada; RCIU tardio.
  5. Hipertensão transitória da gestação; RCIU tardio.
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Gabarito

D

Comentário do professor

Pré-eclâmpsia superajuntada: paciente com hipertensão crônica e, na atual gestação, apresentação de relação proteína/creatinina = 0,3, que alcança o ponto de corte utilizado para diagnóstico de proteinúria na pré-eclâmpsia. Assim, há sobreposição de alterações hipertensivas crônicas com sinais de disfunção gestacional compatíveis com pré-eclâmpsia superajuntada.

RCIU tardio: feto com peso no percentil 2 aos 33 semanas caracteriza restrição de crescimento. Achados Doppler de artéria umbilical: diástole zero e índice de artérias uterinas >95º percentil, além do reduzido volume de líquido amniótico (MBV 2,4 cm), apontam para insuficiência placentária como causa do comprometimento fetal, condizente com RCIU de início tardio (≥32 semanas).

Portanto, os achados maternos e fetais sustentam simultaneamente pré-eclâmpsia superajuntada e RCIU tardio.

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