Questão FC870864
Para responder à questão, leia o caso a seguir: F.N.V., 28 anos, primigesta, idade gestacional de 39 semanas, IMC: 35 kg/m2, hipertensa crônica controlada, em uso de metildopa. Pré
Sem classificação
VUNESP · 2026
Para responder à questão, leia o caso a seguir:
F.N.V., 28 anos, primigesta, idade gestacional de 39 semanas, IMC: 35 kg/m2, hipertensa crônica controlada, em uso de metildopa. Pré-natal adequado. Encontra-se internada no centro de parto vaginal. Internação ocorreu com paciente em trabalho de parto franco. Apresentando, no momento, dilatação de 6 cm, apresentação cefálica, bolsa rota, com saída de líquido claro com grumos pelo colo uterino. Paciente evolui, nessa dilatação, com parada secundária da dilatação e da descida, mesmo após massagens e banhos terapêuticos. Inicia quadro de descompensação materna por dor intensa (escore de dor: 10/10). Feto ativo em apresentação cefálica.
Assinale a alternativa que representa o principal fator associado à morte fetal desse caso clínico.
- Infecção congênita.
- Descolamento prematuro de placenta.
- Insuficiência placentária.
- Malformação fetal.
- Desnutrição materna.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
Insuficiência placentária é a incapacidade da placenta de manter trocas gasosas e nutricionais adequadas ao feto. Na gestante com hipertensão crônica e obesidade há maior risco de alterações vasculares placentárias que reduzem o fluxo uteroplacentário.
Essas lesões causam hipoperfusão crônica, menor reserva fetal e predisposição à hipóxia intrauterina. Durante o trabalho de parto, o esforço contrátil aumenta a demanda fetal; se a placenta já está comprometida, o feto não tolera o estresse e pode evoluir para óbito.
Portanto, a insuficiência placentária explica a maior probabilidade de morte fetal neste caso, por deficiência progressiva da troca placentária e falta de reserva para suportar as contrações do parto.
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