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Questão FC870896

Considerando o diagnóstico diferencial entre microangiopatia trombótica secundária à hipertensão maligna e síndrome hemolítico-urêmica atípica, qual achado clínico laboratorial fav

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VUNESP · 2026

Paciente de 32 anos apresenta anemia hemolítica microangiopática, plaquetopenia, creatinina de 3,1 mg/dL e pressão arterial de 230/140 mmHg, associada a retinopatia hipertensiva grau IV. A atividade de ADAMTS13 é de 58%.

 

Considerando o diagnóstico diferencial entre microangiopatia trombótica secundária à hipertensão maligna e síndrome hemolítico-urêmica atípica, qual achado clínico laboratorial favorece a hipertensão maligna como principal causa da microangiopatia trombótica?

  1. História recente de diarreia sanguinolenta associada a detecção de toxina Shiga positiva.
  2. Biópsia renal mostrando lesões de microangiopatia trombótica sem arteriolopatia, com necessidade de eculizumabe em todos os casos.
  3. Presença de mutações ou autoanticorpos do complemento e ausência de resposta em 3 – 5 dias de plasmaférese, com melhora após bloqueio de C5.
  4. Hipertensão extrema com retinopatia maligna, ADAMTS13 preservada e melhora da plaquetopenia e da função renal após controle pressórico agressivo.
  5. Trombocitopenia grave (< 30.000/\(\mu\)L) com envolvimento neurológico proeminente e ADAMTS13 < 10%.
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Gabarito

D

Comentário do professor

Hipertensão extrema com retinopatia maligna indica dano arteriolar agudo e lesão endotelial difusa, gerando microtrombos e hemólise mecânica típica da microangiopatia trombótica secundária à pressão elevada.

A atividade de ADAMTS13 preservada (58%) afasta deficiência grave dessa protease, sugerindo que a formação de trombos não decorre de deficiência enzimática.
A recuperação da contagem plaquetária e da função renal após controle pressórico agressivo confirma relação causal entre a hipertensão e a microangiopatia, pois a retirada do agente lesivo permite resolução dos fenômenos trombóticos e hemodinâmicos.

Essa tríade clínica-laboratorial é, portanto, compatível com hipertensão maligna como principal causa da microangiopatia trombótica.

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