Questão FC870923
Durante o atendimento de uma parada cardiorrespiratória em ambiente de emergência, a equipe médica revisa os protocolos farmacológicos baseados nas evidências mais recentes para ot
Sem classificação
VUNESP · 2026
Durante o atendimento de uma parada cardiorrespiratória em ambiente de emergência, a equipe médica revisa os protocolos farmacológicos baseados nas evidências mais recentes para otimizar o retorno da circulação espontânea (RCE) e o prognóstico neurológico do paciente vítima de uma parada cardiorrespiratória (PCR).
Considerando as evidências científicas mais recentes sobre o manuseio da PCR, assinale a alternativa correta.
- A vasopressina apresenta recomendação formal como substituto eficaz da epinefrina para o manejo farmacológico inicial da parada cardiorrespiratória refratária.
- O bicarbonato de sódio deve ser administrado de modo profilático em eventos de parada prolongada para mitigar a acidose metabólica.
- A amiodarona apresenta superioridade terapêutica em relação à lidocaína para a obtenção de sucesso no retorno da circulação espontânea (RCE).
- O acesso intravenoso apresenta associação estatística com desfechos clínicos mais favoráveis quando comparado à utilização da via intraóssea tibial.
- O sulfato de magnésio constitui uma intervenção essencial para aumentar as taxas de desfibrilação bem-sucedida na fibrilação ventricular refratária.
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Gabarito
D
Comentário do professor
A alternativa destaca que o acesso intravenoso tem associação estatística com desfechos melhores do que a via intraóssea tibial em PCR. Estudos recentes mostram que, quando estabelecido de forma rápida, o acesso IV entrega fármacos e fluidos mais diretamente à circulação central, favorecendo concentrações plasmáticas mais previsíveis durante a RCP.
Por outro lado, a via intraóssea tibial pode apresentar fluxos menores e variação na absorção pelo compartimento medular, o que pode reduzir a velocidade e a eficácia do efeito farmacológico em alguns pacientes sob compressões torácicas.
É importante lembrar que essas conclusões vêm de análises que controlam variáveis, mas com limitações metodológicas. Na prática, priorize o acesso IV quando for rápido; use IO imediatamente se o IV não for viável, pois é crucial não atrasar o tratamento.
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