Questão FC884891
A monitoração cardíaca, usada tradicionalmente nas Unidades de Tratamento Intensivo e salas de cirurgia, é empregada nos dias de hoje em outras unidades hospitalares com o objetivo
Fundamentos e Práticas Gerais da Enfermagem
CRS (PM MG) · 2013
A monitoração cardíaca, usada tradicionalmente nas Unidades de Tratamento Intensivo e salas de cirurgia, é empregada nos dias de hoje em outras unidades hospitalares com o objetivo de acompanhar possíveis mudanças da frequência e ritmo cardíacos. Reconhecer o ritmo sinusal ou a ausência de arritmias pode mudar o prognóstico do paciente. Considerando as evidências de um ritmo cardíaco sinusal, marque a alternativa CORRETA:
- A onda “P” é uma deflexão pequena que representa a repolarização atrial. Aparece antes do complexo QRS na proporção de 1:1.
- A frequência cardíaca (FC) está entre 60 e 100 batimentos por minuto e, quando obtida através do monitor ou fita do eletrocardiograma, não substitui a determinação da FC por meio da palpação do pulso.
- O complexo “QRS” é uma grande forma de onda que representa a repolarização ventricular. As ondas “R” são as primeiras deflexões positivas e a distância entre elas é variável.
- A onda “T” é a deflexão que representa a despolarização ou a recuperação ventricular. Aparece depois do complexo QRS e é sempre uma deflexão positiva.
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Gabarito
B
Comentário do professor
Frequência cardíaca em ritmo sinusal considerado normal situa-se entre 60 e 100 batimentos por minuto. No eletrocardiograma essa frequência pode ser calculada por \( \text{FC} = 60 / (RR\ \text{em segundos})\) ou estimada por \( \text{FC} = 300 / (\text{nº de grandes quadrados entre R-R})\).
Ritmo sinusal é confirmado quando há uma onda P antes de cada QRS, morfologia de P consistente e intervalos PR estáveis, com QRS geralmente estreito.
Monitorização eletrônica e fita de ECG mostram atividade elétrica, mas não garantem perfusão. Em situações como atividade elétrica sem pulso (PEA) pode haver traçado organizado sem pulso palpável. Artefatos e mau contato de eletrodos também alteram a leitura.
Portanto, a determinação da FC pelo monitor não substitui a verificação do pulso por palpação quando se avalia presença de perfusão e emergência clínica.
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