Questão FC885058
Rouquayrol (2018) destaca que a vigilância epidemiológica das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) difere substancialmente daquela aplicada às doenças transmissíveis, tanto e
Sem classificação
CRS (PM MG) · 2026
Rouquayrol (2018) destaca que a vigilância epidemiológica das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) difere substancialmente daquela aplicada às doenças transmissíveis, tanto em métodos quanto em objetivos. Enquanto a vigilância de doenças infecciosas foca na interrupção da cadeia de transmissão, a vigilância de DCNT possui características e componentes próprios. Considerando o texto de referência sobre a estrutura e os objetivos da vigilância de DCNT, marque a alternativa CORRETA.
- Os três componentes essenciais da vigilância de DCNT são o monitoramento dos fatores de risco, o monitoramento da morbidade e da mortalidade e a avaliação da capacidade de resposta dos sistemas de saúde (incluindo infraestrutura, RH e acesso).
- Um objetivo estratégico central para a prevenção das DCNT é reforçar a percepção social da inevitabilidade desses agravos, conscientizando a população de que, devido à natureza genética e ao envelhecimento, o perfil epidemiológico dessas doenças não pode ser modificado por políticas públicas.
- A vigilância epidemiológica das DCNT deve adotar o mesmo rigor das doenças transmissíveis no que tange à notificação compulsória imediata e à investigação de cada caso, visando identificar o agente etiológico único responsável pela doença para bloqueio de contatos.
- A ênfase central da vigilância de DCNT recai sobre a identificação da fonte de infecção e o isolamento dos doentes, uma vez que a etiologia dessas doenças, embora crônica, está sempre associada a um vetor ou agente biológico transmissível que precisa ser controlado sanitariamente.
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Gabarito
A
Comentário do professor
A alternativa aponta corretamente os três pilares da vigilância de Doenças Crônicas Não Transmissíveis: monitoramento de fatores de risco, monitoramento da morbidade e mortalidade e avaliação da capacidade de resposta dos sistemas de saúde.
O monitoramento de fatores de risco acompanha prevalência de tabagismo, sedentarismo, alimentação inadequada, obesidade e hipertensão para orientar ações de prevenção e vigilância primária.
O monitoramento da morbidade e mortalidade registra incidência, prevalência, internações e óbitos, permitindo detectar tendências, avaliar cargas de doença e priorizar intervenções.
A avaliação da capacidade de resposta verifica infraestrutura, recursos humanos e acesso aos serviços, essencial para garantir deteção precoce, tratamento e programas de controle.
Integrados, esses componentes orientam planejamento, investimento e avaliação de políticas públicas voltadas ao controle das DCNT.
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