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Questão FC885074

O íleo paralítico pós-operatório é a principal causa de atraso na alta após procedimentos abdominais ou outras intervenções cirúrgicas. Sobre essa condição, segundo Morton (2019),

Sem classificação

CRS (PM MG) · 2026

O íleo paralítico pós-operatório é a principal causa de atraso na alta após procedimentos abdominais ou outras intervenções cirúrgicas. Sobre essa condição, segundo Morton (2019), analise as assertivas abaixo e marque a alternativa CORRETA.

  1. Em geral, o paciente apresenta dor intensa e vômitos frequentes que contêm secreções gástricas, biliares, além de grande quantidade de material fecaloide.
  2. Pacientes em uso de neostigmina devem ser colocados em monitoramento cardíaco, pelo risco de arritmias e bradicardia.
  3. É recomendado manter o paciente em dieta zero e iniciar nutrição parenteral total até o retorno da atividade ileal.
  4. Após o diagnóstico, a utilização precoce de metoclopramida apresenta benefícios para o peristaltismo.
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Gabarito

B

Comentário do professor

Neostigmina é um inibidor da acetilcolinesterase que aumenta a concentração de acetilcolina nas sinapses muscarínicas e nicotínicas. No coração, o excesso de acetilcolina estimula receptores M2, reduzindo a frequência sinusal e a condução atrioventricular, o que pode provocar bradicardia e arritmias.

Por isso, pacientes recebendo neostigmina para tratamento de íleo paralítico devem ser submetidos a monitoramento cardíaco contínuo. O monitor permite identificar rapidamente quedas da FC, bloqueios cardíacos ou ritmos potencialmente graves.

Além disso, deve haver disponibilidade imediata de medidas de suporte, como atropina ou glicopirrolato para antagonizar efeitos muscarínicos, e recursos para reanimação, caso necessário. Essas precauções seguem as recomendações de segurança clínica descritas por Morton (2019).

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