Questão FC885387
A doença de Alzheimer é uma demência progressiva que se caracteriza por perda das funções cognitivas e físicas, em geral com sintomas comportamentais. A farmacoterapia dos sintomas
Farmacologia (Farmácia)
CRS (PM MG) · 2024
A doença de Alzheimer é uma demência progressiva que se caracteriza por perda das funções cognitivas e físicas, em geral com sintomas comportamentais. A farmacoterapia dos sintomas não cognitivos é direcionada para os sintomas psicóticos, o comportamento inapropriado ou disfuncional e a depressão. Sobre a farmacoterapia dos sintomas não cognitivos na doença de Alzheimer é CORRETO afirmar:
- Os inibidores da colinesterase e a memantina demonstraram produzir uma melhora modesta dos sintomas comportamentais com o passar do tempo, porém não são capazes de reduzir significativamente a agitação aguda.
- Os benzodiazepínicos são recomendados para uso nos episódios de agitação, podendo ser utilizados tanto na fase aguda, como associado ao tratamento prolongado do paciente.
- Dentre as classes de antidepressivos, as melhores recomendações são para o uso dos antidepressivos tricíclicos e dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina, principalmente, sertralina e citalopram.
- Os antipsicóticos atípicos, olanzapina e risperidona, fornecem uma melhora pequena, porém, significativa nos escores de sintomas comportamentais, justificando seu uso mesmo diante do aparecimento de eventos adversos.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Correto. Os inibidores da colinesterase (p.ex. donepezila, rivastigmina, galantamina) e a memantina podem reduzir de forma modesta sintomas comportamentais ao longo do tempo em pacientes com doença de Alzheimer.
Os inibidores da colinesterase aumentam a disponibilidade de acetilcolina, melhorando funções cognitivas e secundariamente alguns comportamentos; a memantina modula a neurotransmissão glutamatérgica via antagonismo parcial dos receptores NMDA, reduzindo excitotoxicidade e rigidez comportamental.
Esses efeitos aparecem gradualmente com uso contínuo e não têm ação rápida. Por isso não são eficazes para controlar agitação aguda, que exige medidas imediatas como intervenções não farmacológicas e, quando necessário, tratamentos sintomáticos de início rápido e com cautela.
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