Questão FC885389
O tratamento da hipertensão arterial sistêmica consiste em reduzir a morbidade e a mortalidade pelos métodos menos invasivos possíveis, sendo que as diretrizes apresentam diferente
Farmacologia (Farmácia)
CRS (PM MG) · 2024
O tratamento da hipertensão arterial sistêmica consiste em reduzir a morbidade e a mortalidade pelos métodos menos invasivos possíveis, sendo que as diretrizes apresentam diferentes recomendações de acordo com a condição clínica do paciente. Com relação ao tratamento da hipertensão arterial sistêmica em populações específicas de pacientes é CORRETO afirmar:
| Informações complementares: iECA: inibidores da enzima conversora de angiotensina BRA: bloqueadores dos receptores de angiotensina II BCC: bloqueadores dos canais de cálcio |
- Em pacientes com infarto agudo do miocárdio prévio são recomendados os anti-hipertensivos das classes iECA, BRA, betabloqueadores e diuréticos sempre associados.
- Em pacientes idosos os diuréticos, os iECA e os BRA proporcionam um benefício significativo e podem ser usados com segurança. Nessa população, deve-se desde o início do tratamento usar as doses habituais dos medicamentos recomendadas pela literatura e monitorar o paciente.
- No tratamento da hipertensão crônica, na gravidez, o medicamento de primeira escolha é a metildopa, sendo indicados também iECA e BRA.
- Em pacientes com diabetes mellitus são recomendados os anti-hipertensivos das classes: iECA, BRA, BCC e os diuréticos.
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Gabarito
D
Comentário do professor
iECA e BRA são preferidos em pacientes com diabetes porque reduzem a microalbuminúria e conferem nefroproteção, diminuindo a progressão da doença renal e o risco cardiovascular. Devem ser considerados especialmente quando há presença de albuminúria.
BCC e diuréticos (preferencialmente tiazídicos ou tiazídicos-like) são opções eficazes para controle pressórico e frequentemente usados em combinação com iECA ou BRA quando a monoterapia é insuficiente. As combinações melhoram o controle da pressão e reduzem eventos cardiovasculares.
É fundamental a monitorização da creatinina e do potássio após iniciar iECA ou BRA e ajustar a terapêutica conforme comorbidades. Evitar a associação simultânea de iECA e BRA por aumento do risco de hipercalemia e piora da função renal.
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