Questão FC885394
O tromboembolismo venoso (TEV) é uma doença potencialmente fatal, que se manifesta como trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar (EP). Na ausência de contraindicação, o tr
Farmacologia (Farmácia)
CRS (PM MG) · 2023
O tromboembolismo venoso (TEV) é uma doença potencialmente fatal, que se manifesta como trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar (EP). Na ausência de contraindicação, o tratamento inicial de TEV inclui o uso de anticoagulantes.
Analise as alternativas a seguir e marque aquela que trata do uso CORRETO desses medicamentos:
- Paciente, 72 anos, em uso de enoxaparina 60mg por via subcutânea de 12/12 horas. Para o monitoramento da efetividade desse medicamento é necessária a avaliação diária de tromboplastina parcial ativado (TTPa) e de RNI. Já para avaliação da segurança é importante acompanhar sinais de sangramento e a contagem de plaquetas.
- Paciente, 45 anos, evoluiu com embolia pulmonar e está em tratamento com heparina não fracionada (HNF). Após 24 horas do início do medicamento, o tempo de tromboplastina parcial ativado (TTPa) do paciente estava 38 segundos (valor controle = 25 a 39 segundos). Dessa forma, a dose de HNF deve ser reduzida.
- Paciente, 72 anos, possui fibrilação atrial e utiliza rivaroxabana para prevenção de acidente vascular cerebral. Foi internado devido a uma pneumonia, sendo mantido todos os seus medicamentos de uso domiciliar. Considerando sua condição, esse paciente necessitará de prescrição de enoxaparina para profilaxia de TEV.
- Paciente, 66 anos, após internação por diagnóstico de tromboembolismo pulmonar e uso de enoxaparina, recebeu alta com apixabana, um anticoagulante oral, inibidor direto e seletivo do fator Xa livre ou associado ao coágulo, que não requer monitorização frequente de RNI (Relação Normatizada Internacional) para avaliação do seu uso.
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Gabarito
D
Comentário do professor
Apixabana é um anticoagulante oral do tipo inibidor direto e seletivo do fator Xa, atuando sobre o fator Xa livre e associado ao coágulo. É administrada em dose fixa e não requer monitorização rotineira de RNI.
Em pacientes internados por embolia pulmonar, o uso inicial de enoxaparina seguido de alta com apixabana é conduta aceitável quando não há contraindicações, permitindo transição do parenteral para o oral.
Embora não precise de RNI, é essencial acompanhar função renal, função hepática, hemograma e sinais clínicos de sangramento para segurança e ajuste de dose.
Atentar para interações medicamentosas (inibidores/indutores fortes de CYP3A4/P‑gp), contraindicação em insuficiência hepática grave e necessidade de ajuste em insuficiência renal ou situações de risco hemorrágico.
Esquema inicial usado para tratamento de TEV: 10 mg duas vezes ao dia por 7 dias, seguido de 5 mg duas vezes ao dia, ou após período de enoxaparina conforme avaliação clínica.
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