Questão FC885430
Com base nas informações contidas no Manual de Boas Práticas para Unidades Dispensadoras de Medicamentos Anti-retrovirais, produzido em 2008 pela Secretaria de Estado da Saúde, do
Farmácia Clínica, Atenção Farmacêutica e Assistência Farmacêutica
CRS (PM MG) · 2013
Com base nas informações contidas no Manual de Boas Práticas para Unidades Dispensadoras de Medicamentos Anti-retrovirais, produzido em 2008 pela Secretaria de Estado da Saúde, do Governo de Minas Gerais, marque a alternativa INCORRETA:
- A terapia anti-retroviral combinada está indicada para mulheres grávidas que preencham os critérios para início de tratamento, visando controle de sua infecção e/ou redução da transmissão vertical do HIV e como profilaxia da transmissão vertical em portadoras do HIV.
- Recém-nascidos de mulheres infectadas pelo HIV não devem receber solução oral de AZT, mesmo que suas mães não tenham recebido anti-retrovirais durante a gestação e/ou parto. A quimioprofilaxia só deverá ser iniciada após os 30 dias de vida do recém-nascido.
- A terapia anti-retroviral para Pessoas Vivendo com HIV e AIDS (PVHA) não é uma emergência e não deve ser iniciada até que a importância da adesão ao tratamento seja entendida e aceita pelo paciente.
- A terapia ARV em crianças deve ser individualizada e cuidadosamente planejada, em conjunto com os responsáveis pelo paciente (cuidadores) e, quando possível, também com a própria criança. Tal procedimento tem como objetivo maximizar a adesão aos esquemas terapêuticos indicados, fator fundamental para o sucesso do tratamento.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A afirmativa é incorreta porque a conduta correta é iniciar a profilaxia antirretroviral no recém-nascido de mãe HIV positiva imediatamente após o nascimento, e não aguardar 30 dias.
O uso de AZT oral é indicado nas primeiras horas de vida, preferencialmente dentro de 6 a 12 horas, para reduzir o risco de transmissão vertical quando a mãe não recebeu ou recebeu terapia insuficiente.
O esquema habitual prevê continuidade da profilaxia por período determinado pelo risco e pelo protocolo local, frequentemente por cerca de 6 semanas, com ajuste conforme avaliação pediátrica.
É fundamental a monitorização hematológica do recém-nascido devido ao risco de anemia por AZT, além de acompanhamento para sorologia e orientações sobre aleitamento e seguimento especializado.
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