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Questão FC885433

M.A., 80 anos, está internada no hospital e durante a conciliação medicamentosa apresentou sua prescrição médica mais atual, contendo nortriptilina 50mg 1 comprimido à noite. Na an

Farmácia Clínica, Atenção Farmacêutica e Assistência Farmacêutica

CRS (PM MG) · 2024

M.A., 80 anos, está internada no hospital e durante a conciliação medicamentosa apresentou sua prescrição médica mais atual, contendo nortriptilina 50mg 1 comprimido à noite. Na anamnese M.A. informou que não estava em uso da nortriptilina, porque ela não estava mais triste e nem ansiosa, mas que o médico do ambulatório insiste em prescrever. No hospital, o medicamento não havia sido prescrito. O farmacêutico passou praticamente o resto do atendimento tentando convencer M.A. que ela deveria utilizar o medicamento, que se estava prescrito era importante para ela. Ao final, sugeriu ao médico da internação a inclusão do medicamento na prescrição hospitalar, conforme prescrição domiciliar.

Sobre a conduta do farmacêutico no caso acima e a identificação dos problemas relacionados a medicamento (PRM) conforme citado por RAMALHO DE OLIVEIRA (2011), marque a alternativa CORRETA:

  1. Ela explorou a experiência subjetiva da M.A. com o uso da nortriptilina.
  2. Ela avaliou a segurança da nortriptilina para M.A., por isso recomendou sua manutenção no hospital.
  3. Ela deveria ter investigado se M.A. realmente necessitava da nortriptilina.
  4. Ela identificou corretamente que a paciente apresentava apenas um problema relacionado a medicamento, que era a não-adesão da M.A. e priorizou a sua resolução.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A conduta correta seria investigar se M.A. realmente necessitava de nortriptilina, porque o papel do farmacêutico na conciliação é assegurar a indicação, segurança e eficácia do tratamento. Segundo Ramalho de Oliveira (2011), isso se enquadra em PRM relacionados à necessidade/medicação sem indicação e à avaliação de risco-benefício.

Antes de persuadir a paciente ou sugerir inclusão hospitalar, o farmacêutico deveria checar histórico clínico, motivo e duração da prescrição ambulatorial, avaliar riscos específicos em idosos (efeitos anticolinérgicos, sedação, hipotensão, queda, interação com outros fármacos) e registrar achados.

Somente com essa investigação e comunicação fundamentada com o médico é aceitável propor manutenção ou retirada do medicamento, respeitando o contexto clínico e a autonomia da paciente.

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