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Questão FC885441

Quando estimulado no nível de atenção básica à saúde, o uso racional de medicamentos pode evitar uma hospitalização custosa, tanto em recursos financeiros quanto em sofrimento para

Farmácia Clínica, Atenção Farmacêutica e Assistência Farmacêutica

CRS (PM MG) · 2013

Quando estimulado no nível de atenção básica à saúde, o uso racional de medicamentos pode evitar uma hospitalização custosa, tanto em recursos financeiros quanto em sofrimento para o paciente, já que pode evitar eventos adversos e outros problemas relacionados a medicamentos (PRM). Considerando as atividades de farmácia clínica desenvolvidas pelo farmacêutico, marque a alternativa INCORRETA:

  1. A detecção precoce e o diagnóstico de eventos adversos a medicamentos torna a farmacovigilância um importante instrumento para a saúde pública, já que ela é um conjunto de métodos e técnicas que visam identificar e avaliar os efeitos do uso, agudo ou crônico, de medicamentos em determinada população.
  2. A análise da prescrição médica é fundamental para o desenvolvimento da farmácia clínica. A leitura atenta dos medicamentos prescritos, sua via de administração, dose, interações, estabilidade e outros, permite a otimização dos resultados da terapia medicamentosa.
  3. Embora sejam, muitas vezes confundidas, a Atenção Farmacêutica e a Farmácia Clínica não são a mesma atividade. Entretanto, a primeira é oriunda da segunda.
  4. A não adesão ao tratamento medicamentoso prescrito não é um PRM, considerando que sua causa está ligada diretamente à vontade do paciente, não sendo possível a intervenção do farmacêutico.
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Gabarito

D

Comentário do professor

A alternativa está incorreta porque a não adesão ao tratamento é reconhecida como um problema relacionado a medicamento (PRM). Não se trata apenas de “vontade” do paciente; suas causas são multifatoriais e frequentemente passíveis de intervenção.

As causas podem ser intencionais (crenças sobre eficácia, medo de efeitos adversos, custo) ou não intencionais (esquecimento, dificuldade de administração, baixa literacia). Em ambos os casos o farmacêutico pode agir: identificação por revisão da farmacoterapia, educação, aconselhamento motivacional, simplificação de esquemas, dispositivos de adesão, contato telefônico e articulação com a equipe de saúde.

Portanto, classificar a não adesão como não sendo PRM e como imune à intervenção do farmacêutico é incorreto; reduzir a não adesão é papel central da farmácia clínica para prevenir eventos adversos e hospitalizações.

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