Questão FC886084
As lesões que ocorrem na vigência de uma colecistectomia contribuem com mais de 80% de todas as lesões iatrogênicas do ducto biliar. Durante a laparoscopia ou colecistectomia conve
Cirurgia
CRS (PM MG) · 2019
As lesões que ocorrem na vigência de uma colecistectomia contribuem com mais de 80% de todas as lesões iatrogênicas do ducto biliar. Durante a laparoscopia ou colecistectomia convencional, a lesão do colédoco é uma complicação incomum, mas devastadora. Com base nisso, marque a alternativa INCORRETA.
- Embora a combinação de dilatações biliares endoscópicas e percutâneas e/ou uso de stents possam estabelecer a continuidade, a reconstrução cirúrgica apresenta maior taxa de patência.
- Qualquer lesão provocada por eletrocautério na qual a extensão do dano térmico pode não se manifestar imediatamente, ou qualquer lesão envolvendo mais do que 50% da circunferência requer ressecção do segmento lesado com anastomose para restabelecer a continuidade bilioentérica.
- A inexperiência cirúrgica, realizando menos de 20 colecistectomias laparoscópicas, está fortemente correlacionada com lesão do colédoco sendo a habilidade técnica e/ou familiaridade com o procedimento o principal fator de risco para esse tipo de lesão.
- Embora o uso da colangiografia de rotina ou seletiva seja controverso, as evidências sugerem que a colangiografia não evita completamente a lesão do ducto biliar, mas pode reduzir sua incidência e a extensão da injúria.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A afirmação é incorreta porque reduz a complexidade do problema a um número rígido. Inexperiência aumenta o risco, mas o limiar de menos de 20 colecistectomias como ponto decisório não é sustentado pela literatura; a curva de aprendizado costuma ser maior, frequentemente citando entre 30 e 50 procedimentos para consolidação de técnica.
Além disso, a principal causa das lesões do colédoco é a identificação anatômica errônea, frequentemente favorecida por inflamação, aderências, variações anatômicas e hemorragia. Esses fatores podem ocorrer mesmo com cirurgiões experientes.
Portanto, embora a habilidade técnica e a familiaridade com o procedimento sejam fatores importantes, não se pode afirmar que realizar menos de 20 cirurgias seja o principal ou único fator de risco; o panorama é multifatorial e depende também do quadro inflamatório, da anatomia e das condições intraoperatórias.
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