Questão FC886195
No tratamento cirúrgico da doença arterial obstrutiva dos membros inferiores a angioplastia subintimal é uma opção terapêutica e consiste em obter um conduto novo dentro da parede
Cirurgia
CRS (PM MG) · 2013
No tratamento cirúrgico da doença arterial obstrutiva dos membros inferiores a angioplastia subintimal é uma opção terapêutica e consiste em obter um conduto novo dentro da parede arterial. Sobre este acesso, é CORRETO afirmar que:
- Somente pode ser utilizada em casos de oclusões arteriais crônicas, com pelo menos três meses de evolução, pelo risco de embolia de trombos não totalmente organizados.
- O espaço entre o endotélio e a lâmina elástica externa é um verdadeiro leito virtual, que permite sua cateterização e dilatação, criando assim uma nova luz por uma dissecção intencional.
- Esta técnica esta restrita ao segmento fêmoro poplíteo, com bons resultados apenas neste segmento.
- Sempre se utiliza de stents para manter a nova luz e evitar o recoil após a dilatação com balão.
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Gabarito
A
Comentário do professor
A angioplastia subintimal consiste em criar um canal subintimal ao atravessar a parede arterial entre a íntima e a média, com posterior dilatação e possível implantação de stent para restabelecer o fluxo.
Esse procedimento é indicado preferencialmente para oclusões arteriais crônicas porque, nessas lesões, o trombo está fibrosado e organizado, reduzindo a chance de fragmentação e migração distal.
Em oclusões recentes ou subagudas, existe maior probabilidade de encontrar trombos não totalmente organizados, que podem se desprender durante a dissecção e provocar embolização distal, comprometendo o resultado e aumentando complicações.
Por isso a recomendação clínica de aguardar aproximadamente ≥ 3 meses de evolução para reduzir o risco embólico e otimizar o sucesso técnico da técnica subintimal.
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