Questão FC886317
Na prática clínica, o diagnóstico de insuficiência cardíaca no idoso tem como desafio o fato de os sintomas serem inespecíficos ou as frequentes comorbidades mimetizarem seu quadro
Geriatria e Gerontologia
CRS (PM MG) · 2023
Na prática clínica, o diagnóstico de insuficiência cardíaca no idoso tem como desafio o fato de os sintomas serem inespecíficos ou as frequentes comorbidades mimetizarem seu quadro clínico.
Sobre o diagnóstico de insuficiência cardíaca no idoso é possível afirmar, EXCETO:
- O escore H2FPEF leva em consideração dados ecocardiográficos e peptídeos natriuréticos para estabelecer o grau de probabilidade do paciente ser portador de insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEP).
- Níveis de BNP < 35 pg/ml ou NTpro-BNP < 125 pg/ml possibilitam afastar com alto grau de certeza o diagnóstico de ICC.
- A relação E/e’ \(\ge\) 15 é um critério maior para o diagnóstico se insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEP) segundo o escore HFA-PEFF.
- A avaliação diagnóstica inicial se dá pela análise clínica em conjunto com eletrocardiograma e radiografia de tórax, que auxiliam em estabelecer o grau de suspeição inicial do diagnóstico de insuficiência cardíaca.
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Gabarito
A
Comentário do professor
A afirmação é incorreta porque o H2FPEF não inclui peptídeos natriuréticos. Trata‑se de um escore clínico-ecocardiográfico para estimar a probabilidade de ICFEP com pontuação de 0 a 9.
Os itens do escore são: Heavy (IMC >30), Hypertensive (uso de ≥2 anti‑hipertensivos), Atrial fibrillation (FA presente), Pulmonary hypertension (PASP >35 mmHg), Elder (idade >60 anos) e Filling pressure (E/e' >9). Cada item tem pontuação específica e valores mais altos indicam maior probabilidade de ICFEP.
Para integrar peptídeos natriuréticos e critérios ecocardiográficos estruturais/funcionais utiliza‑se outra proposta diagnóstica, diferente do H2FPEF.
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