Questão FC886324
A incidência de epilepsia aumenta significativamente com o envelhecimento. Em relação ao diagnóstico e tratamento da epilepsia no idoso, podemos afirmar EXCETO:
Geriatria e Gerontologia
CRS (PM MG) · 2023
A incidência de epilepsia aumenta significativamente com o envelhecimento.
Em relação ao diagnóstico e tratamento da epilepsia no idoso, podemos afirmar EXCETO:
- A maior parte das epilepsias em idosos são associadas a causas secundárias como acidente vascular encefálico (AVE), doença de Alzheimer, trauma ou tumor intracraniano.
- A lamotrigina deve ser evitada em pacientes idosos, já que ela tem impacto significativo na cognição.
- O eletroencefalograma pode ser normal em cerca de metade dos idosos com epilepsia. Assim, um exame normal não exclui o diagnóstico de epilepsia.
- O levetiracetam é um anticonvulsivante de amplo espectro, com farmacocinética, eficácia e tolerabilidade favoráveis para uso em idosos.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A afirmação é incorreta. A lamotrigina não deve ser evitada em idosos por impacto cognitivo significativo; ao contrário, ela costuma apresentar bom perfil cognitivo e baixa sedação, sendo frequentemente preferida para crises focais e generalizadas em pacientes idosos.
É vantajosa por ter poucas interações medicamentosas relevantes e por não piorar tanto a atenção e memória como outros anticonvulsivantes. Ainda assim, exige titulação lenta devido ao risco de efeitos adversos e às comorbidades geriátricas.
Precauções incluem ajuste conforme função hepatorrenal, vigilância para rash e atenção a polifarmácia. Em suma, a lamotrigina é uma opção adequada para muitos idosos, não um fármaco a ser evitado por motivo cognitivo.
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