Questão FC886399
O trauma é importante causa não obstétrica de mortalidade materna durante o período gestacional, e as alterações anatômicas e fisiológicas da gravidez devem ser consideradas durant
Ginecologia, Obstetrícia e Mastologia
CRS (PM MG) · 2021
O trauma é importante causa não obstétrica de mortalidade materna durante o período gestacional, e as alterações anatômicas e fisiológicas da gravidez devem ser consideradas durante o atendimento à paciente politraumatizada. Com relação ao trauma em gestantes, assinale a alternativa INCORRETA:
- As gestantes Rh-negativas vítimas de trauma devem receber Imunoglobulina Rh nas primeiras 72 horas após o trauma, com exceção dos casos de traumas isolados e distantes do útero.
- Nas fases finais de gestação aumentam as chances de lesões intestinais complexas oriundas de traumas penetrantes do andar superior do abdome.
- A redução abrupta do volume circulante materno pode levar a importante diminuição da resistência vascular uterina e, consequentemente, redução da oxigenação fetal, mesmo se os dados vitais maternos estiverem normais.
- As medidas adotadas prioritariamente no atendimento inicial à mulher grávida traumatizada devem ser as mesmas que na mulher não grávida.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A afirmativa está incorreta porque a redução do volume circulante materno provoca ativação simpática e vasoconstrição periférica, levando ao aumento da resistência vascular uterina, não à sua diminuição. Isso reduz o fluxo uteroplacentário e compromete a oxigenação fetal.
O fluxo placentário depende da diferença de pressão e da resistência segundo \(Q = \Delta P / R\). Com R aumentada, mesmo que a pressão sistêmica se mantenha por mecanismos compensatórios, o fluxo para o útero cai e o feto pode dessaturar.
Além disso, sinais maternos podem ser enganadores porque a gestante tem reservas e respostas compensatórias; por isso é essencial avaliar risco fetal mesmo com dados vitais maternos aparentemente normais.
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