Questão FC886421
O carcinoma mamário pode acometer também pacientes do sexo masculino, sendo um evento raro quando comparado ao câncer de mama na mulher. Em relação ao diagnóstico, evolução e trata
Ginecologia, Obstetrícia e Mastologia
CRS (PM MG) · 2023
O carcinoma mamário pode acometer também pacientes do sexo masculino, sendo um evento raro quando comparado ao câncer de mama na mulher.
Em relação ao diagnóstico, evolução e tratamento do câncer de mama em homens, assinale a alternativa INCORRETA:
- A hormonioterapia deve priorizar o uso de anastrozol por 5 a 10 anos em função do aumento do risco do câncer de próstata em pacientes do sexo masculino em uso do tamoxifeno.
- Cerca de 11% dos casos de carcinomas em pacientes do sexo masculino são de carcinoma in situ e a maioria expressa receptores hormonais.
- O risco para câncer de mama ao longo da vida de um paciente do sexo masculino que apresenta mutação no gene BRCA2 é de aproximadamente 5% a 10%.
- O acometimento linfonodal por células neoplásicas é mais comum em homens do que em mulheres, possivelmente em função do estadiamento mais avançado no momento do diagnóstico do câncer de mama em pacientes do sexo masculino.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Errado: a afirmação assume que o tamoxifeno aumenta o risco de câncer de próstata e que o anastrozol deve ser priorizado. Na prática, o tamoxifeno é o tratamento endócrino de escolha no câncer de mama masculino porque a maioria dos tumores é receptor de estrogênio positivo e o tamoxifeno atua como bloqueador do receptor de estrogênio.
Não existe evidência consistente de que o uso de tamoxifeno em homens eleve a incidência de câncer de próstata de forma que justifique trocar rotineiramente por anastrozol. Os inibidores de aromatase, como o anastrozol, têm eficácia limitada quando usados isoladamente em homens, pois a produção testicular de andrógenos leva a conversão periférica em estrogênios e ocorre retroalimentação hormonal.
Quando inibidores de aromatase são considerados, geralmente são combinados com supressão testicular (ex.: análogos de GnRH). Assim, priorizar anastrozol por 5–10 anos por receio do câncer de próstata não está alinhado com as recomendações e fisiologia hormonal masculina.
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