Questão FC886454
Mulher 24 anos, assintomática, em consulta de rotina traz o seguinte hemograma: hemoglobina= 11,0 g/dL, hemácias=5.000.000/mm3, VCM=70 fL. Aventada hipótese de anemia ferropriva e
Hematologia e Hemoterapia
CRS (PM MG) · 2019
Mulher 24 anos, assintomática, em consulta de rotina traz o seguinte hemograma: hemoglobina= 11,0 g/dL, hemácias=5.000.000/mm3, VCM=70 fL. Aventada hipótese de anemia ferropriva e a paciente fez uso de sulfato ferroso durante três meses. Novo hemograma mantinha os mesmos valores de hemoglobina que o anterior. Prosseguindo na investigação foram realizados ferro sérico, capacidade total de ligação de ferro, ferritina e saturação de transferrina que estavam dentro dos valores de referência e Eletroforese de hemoglobina que também foi normal. A hipótese diagnóstica mais provável é:
- Traço falciforme.
- Anemia sideroblástica.
- Anemia de Doença crônica.
- Beta Talassemia Minor.
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Gabarito
D
Comentário do professor
A presença de microcitose (VCM = 70 fL) com contagem de hemácias preservada/relativamente alta (5.000.000/mm³) e hemoglobina apenas moderadamente baixa sugere produção aumentada de glóbulos vermelhos pequenos, padrão compatível com Beta Talassemia Minor.
O fato de não haver correção após 3 meses de sulfato ferroso e de os marcadores de ferro (ferro sérico, TIBC, ferritina, saturação de transferrina) estarem normais afasta ferropriva como causa da microcitose.
A eletroforese de hemoglobina costuma mostrar aumento de HbA2 no traço talassêmico, mas pode ser discretamente alterada ou até normal em variantes leves ou quando coexistem outras alterações; por isso, a confirmação definitiva pode exigir estudo genético ou avaliação familiar.
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