Questão FC886600
Quanto às complicações metabólicas agudas do diabetes temos fatores precipitantes de cetoacidose diabética e síndrome hiperglicêmica hiperosmolar, os fatores mais comuns SÃO:
Nefrologia
CRS (PM MG) · 2017
Quanto às complicações metabólicas agudas do diabetes temos fatores precipitantes de cetoacidose diabética e síndrome hiperglicêmica hiperosmolar, os fatores mais comuns SÃO:
- Tratamento insulínico inadequado; Intoxicação ou abuso de álcool e acidente vascular cerebral.
- Infecções (pneumonia, infecções do trato urinário, sepse ou gastroenterite); Pancreatite aguda e trombose intestinal ou mesentérica.
- Infecções (pneumonia, infecções do trato urinário, sepse ou gastroenterite); tratamento insulínico inadequado e isquemia ou infarto do miocárdio.
- Tratamento insulínico inadequado; isquemia ou infarto do miocárdio; e hemorragia intracraniana.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A alternativa indica corretamente três gatilhos comuns: Infecções (pneumonia, ITU, sepse, gastroenterite), tratamento insulínico inadequado e isquemia/infarto do miocárdio. Esses eventos elevam os níveis de hormônios contrarregulatórios como catecolaminas, cortisol e glucagon, promovendo resistência à insulina, gliconeogênese e lipólise.
A lipólise aumenta os ácidos graxos livres e a cetogênese, causando cetoacidose quando a insulina é insuficiente. A gliconeogênese e glicogenólise elevam a glicemia, gerando diurese osmótica.
A diurese osmótica leva à perda de água e eletrólitos, resultando em desidratação e aumento da osmolaridade, quadro típico da síndrome hiperglicêmica hiperosmolar. Infecções e isquemia também podem reduzir a adesão ao tratamento ou provocar falhas no esquema insulínico.
Portanto, essas situações precipitam tanto a cetoacidose diabética quanto a síndrome hiperglicêmica por combinarem aumento da demanda metabólica e diminuição da ação/fornecimento de insulina.
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