Questão FC886729
Um paciente de trinta anos de idade desenvolveu uma paraparesia espástica progressiva com nível sensitivo em T8. A ressonância nuclear magnética revelou uma fístula arteriovenosa e
Neurologia
CRS (PM MG) · 2017
Um paciente de trinta anos de idade desenvolveu uma paraparesia espástica progressiva com nível sensitivo em T8. A ressonância nuclear magnética revelou uma fístula arteriovenosa extradural. Marque a alternativa CORRETA:
- O tratamento de escolha é a cirurgia aberta.
- Com o advento da ressonância magnética, a angiografia espinhal não tem mais utilidade na avaliação desse tipo de malformação arteriovenosa.
- A mielopatia pode ser causada pela hipertensão venosa com congestão da medula espinhal ou por efeito de massa de uma veia epidural dilatada.
- As fístulas arteriovenosas extradurais não causam radiculopatia ou hemorragia subaracnóidea; somente as intradurais podem causar essas manifestações.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A fístula arteriovenosa extradural conecta o sistema arterial a veias epidurais, elevando a pressão venosa local. Esse aumento, a hipertensão venosa, impede o escoamento venoso normal da medula, gerando congestão medular, edema intersticial e hipóxia crônica que provocam mielopatia progressiva com sinais motores e sensoriais.
Além disso, a dilatação das veias epidurais pode produzir um efeito de massa direto sobre a medula, comprimindo estruturas neurais e agravando a paraparesia. Esses dois mecanismos explicam tanto a evolução lenta quanto o nível sensitivo em T8.
Na ressonância magnética costumam aparecer veias ectasiadas e sinais de edema medular; o tratamento endovascular ou cirúrgico visa normalizar a pressão venosa e descomprimir a medula, melhorando o quadro se instituído precocemente.
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