Questão FC886849
Uma mulher de 75 anos, com Câncer de Pulmão de Não Pequenas Células amplamente metastático, é internada na unidade de terapia intensiva com pressão arterial sistólica de 73/25 mmHg
Oncologia e Radioterapia
CRS (PM MG) · 2019
Uma mulher de 75 anos, com Câncer de Pulmão de Não Pequenas Células amplamente metastático, é internada na unidade de terapia intensiva com pressão arterial sistólica de 73/25 mmHg. Apresentou queixa de fadiga e piora da dispneia nos últimos 3 a 5 dias. Seu exame físico mostra engurgitamento jugular. A radiografia de tórax mostra um aumento da silhueta cardíca, sem infiltrado pulmonar. Qual dos seguintes achados teria maior probabilidade de estar presente no exame físico?
- Queda na pressão sistólica maior de 10 mmHg na inspiração.
- Pulso parvus e tardus.
- Ausência de queda da pressão venosa jugular com a inspiração.
- Sopro diastólico tardio com estalido de abertura.
Mostrar resposta e comentário
Gabarito
A
Comentário do professor
O achado descrito corresponde ao pulsus paradoxus, isto é, uma queda na pressão sistólica >10 mmHg durante a inspiração, típico de tamponamento pericárdico. No quadro apresentado, a presença de hipotensão grave, engurgitamento jugular e aumento da silhueta cardíaca sugere derrame pericárdico com compressão cardíaca.
Mecanicamente, na inspiração aumenta o retorno venoso ao ventrículo direito. Com o pericárdio preenchido por líquido e pouco complacente, o ventrículo direito se expande para o septo interventricular, comprimindo o ventrículo esquerdo e reduzindo seu enchimento e o débito sistólico. Essa redução do débito leva à queda da pressão arterial sistólica durante a inspiração.
Clinicamente o pulsus paradoxus é mensurável pelo esfigmomanômetro observando a diferença entre pressões sistólicas inspiratória e expiratória, ou pela variação na amplitude do pulso palpável. É um sinal hemodinamicamente importante que confirma comprometimento da função cardíaca por pressão externa.
Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em