Questão FC886893
Em relação a vascularização do úmero proximal, é INCORRETO afirmar:
Ortopedia e Traumatologia
CRS (PM MG) · 2023
Em relação a vascularização do úmero proximal, é INCORRETO afirmar:
- A artéria circunflexa posterior do úmero surge como um ramo maior no mesmo nível da artéria circunflexa anterior do úmero, na margem inferior do músculo subescapular. Ela segue posteriormente com o nervo axilar, emitindo vários ramos que perfuram o aspecto póstero-medial da metáfise proximal do úmero para contribuir com a perfusão da cabeça do úmero.
- A osteonecrose e a pseudoartrose são duas complicações bem conhecidas das fraturas proximais do úmero. O envolvimento da artéria circunflexa anterior do úmero e da artéria circunflexa posterior do úmero tem sido investigado a fim de predizer o risco dessas complicações, principalmente a pseudoartrose. Na arteriografia em pacientes com fraturas complexas proximais do úmero, a artéria circunflexa anterior do úmero foi preservada em 85% dos casos, em oposição a apenas 20% da artéria circunflexa posterior do úmero.
- A perfusão para o úmero proximal origina-se da terceira porção da artéria axilar, entre os músculos peitoral menor e redondo maior. Nesse nível, a artéria axilar dá origem às artérias circunflexas umerais.
- A artéria circunflexa anterior do úmero (ACAU) e a artéria circunflexa posterior do úmero (ACPU) são ramos da artéria axilar. O ramo ascendente da artéria circunflexa anterior do úmero termina como a artéria arqueada no aspecto súperolateral do úmero proximal. A artéria circunflexa posterior do úmero fornece múltiplos ramos metafisários para o aspecto posteromedial do úmero proximal.
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Gabarito
B
Comentário do professor
Osteonecrose e pseudoartrose são complicações associadas às fraturas complexas do úmero proximal devido à interrupção do suprimento vascular da cabeça do rádio ósseo. Estudos por arteriografia investigaram as contribuições da artéria circunflexa anterior e da posterior para predizer esse risco.
Os achados mostram que a artéria circunflexa anterior permanece preservada em aproximadamente 85% dos casos, enquanto a posterior está preservada em apenas 20%. Isso indica que a posterior é mais frequentemente lesionada nas fraturas complexas, sendo sua lesão um importante fator associado à perda de vascularização e, consequentemente, ao desenvolvimento de pseudoartrose e osteonecrose.
Esses dados orientam o prognóstico e as decisões cirúrgicas, pois a presença da artéria anterior não garante proteção total se a circulação posterior estiver comprometida.
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