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Questão FC886906

A deficiência longitudinal radial é um espectro de malformações que afetam as estruturas do lado radial do antebraço (rádio, carpo radial e polegar), incluindo hipoplasia dos ossos

Ortopedia e Traumatologia

CRS (PM MG) · 2026

A deficiência longitudinal radial é um espectro de malformações que afetam as estruturas do lado radial do antebraço (rádio, carpo radial e polegar), incluindo hipoplasia dos ossos e articulações, músculos e tendões, ligamentos, nervos, e vasos sanguíneos. Em relação a deficiência longitudinal radial, analise as alternativas e marque a alternativa CORRETA.

  1. É uma condição comum, porém não é o tipo mais frequente de deficiência longitudinal congênita, perdendo em incidência para a deficiência longitudinal ulnar.
  2. O nervo radial geralmente está ausente abaixo do cotovelo e o nervo mediano está sempre presente, frequentemente sendo a estrutura mais proeminente no lado radial do punho.
  3. É incomum sua associação com síndromes congênitas, de modo que a maioria dos casos apresenta uma malformação isolada da extremidade superior.
  4. Crianças com deficiência radial tipo 0 ou 1 ou leve tipo 2 de Bayne e Klug modificada por James sempre devem ser submetidas a abordagens cirúrgicas com osteotomia ou centralização do carpo.
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Gabarito

B

Comentário do professor

A afirmação está correta porque, na deficiência longitudinal radial, há falha no desenvolvimento do lado radial do antebraço durante a embriogênese, com hipoplasia ou ausência do rádio, músculos e estruturas vasculonervosas associadas. Por consequência, o nervo radial costuma não se desenvolver distalmente ao cotovelo, refletindo a ausência das estruturas que ele normalmente inerva.

Em contrapartida, o nervo mediano normalmente está presente e frequentemente aparece mais superficial e proeminente no lado radial do punho, ocupando espaço deixado pela falta do complexo radial. Isso tem impacto direto na avaliação clínica e no planejamento cirúrgico.

Clinicamente, espera‑se perda dos territórios sensitivos e motores do radial distal, enquanto funções mediadas pelo mediano podem estar preservadas. Em procedimentos reconstrutivos e na pollicização, é essencial identificar e preservar o nervo mediano e reconhecer a ausência do radial para orientar transferências tendíneas e enxertos nervosos.

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