Questão FC887198
Lactente de 3 meses, previamente hígido, com quadro de tosse há 10 dias, afebril. Mãe relata que o acesso de tosse é súbito, as tossidas são rápidas e curtas em uma única expiração
Pediatria
CRS (PM MG) · 2024
Lactente de 3 meses, previamente hígido, com quadro de tosse há 10 dias, afebril. Mãe relata que o acesso de tosse é súbito, as tossidas são rápidas e curtas em uma única expiração e seguida por uma inspiração profunda que dá origem a um barulho semelhante a um guincho. Refere também que durante os acessos de tosse observa que “a boquinha fica roxa”. Ao exame, lactente em bom estado geral, ausculta pulmonar sem alterações, frequência respiratória de 52 irpm, esforço leve, saturação de 94% em ar ambiente. Durante avaliação, apresentou episódio de tosse paroxística seguida de cianose labial.
Qual é o diagnóstico mais provável e a conduta terapêutica mais adequada? Marque a alternativa CORRETA:
- Bronquiolite Viral Aguda; internação em leito hospitalar e início de oxigenioterapia.
- Coqueluche; tratamento em nível ambulatorial e início de Azitromicina oral como primeira escolha.
- Coqueluche; internação em leito hospitalar e início de Azitromicina oral como primeira escolha.
- Bronquiolite Viral Aguda; tratamento em nível ambulatorial com sintomáticos.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
Coqueluche é o diagnóstico mais provável diante da tosse paroxística com inspiração ruidosa tipo “guincho”, episódios de cianose e lactente de 3 meses. A apresentação afebril e ausculta sem alterações também é típica nas fases paroxística e de convalescença.
A conduta indicada é internação para monitorização e suporte, porque lactentes menores de 6 meses têm maior risco de apneia, hipoxemia e complicações. O tratamento etiológico imediato é com azitromicina oral, iniciando-se sem aguardar confirmação laboratorial, para reduzir gravidade e transmissibilidade.
Complementarmente, realizar confirmação por PCR ou cultura, avaliar necessidade de oxigenoterapia e monitorar sinais de insuficiência respiratória. Profilaxia com macrolídeo a contatos próximos é recomendada conforme protocolo local.
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