Questão FC887237
Paciente 65 anos, tabagista ativo com carga tabágica 30 anos-maço e com diagnóstico de DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica). Apresenta dispneia grau 2 pela escala mRC (0-4) e
Pneumologia
CRS (PM MG) · 2019
Paciente 65 anos, tabagista ativo com carga tabágica 30 anos-maço e com diagnóstico de DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica). Apresenta dispneia grau 2 pela escala mRC (0-4) e não apresentou exacerbações ou hospitalizações pela doença no último ano. Realizou espirometria, cujos resultados mostraram Capacidade Vital Forçada (CVF) normal, Volume Expiratório Forçado no 1º segundo (VEF1) = 75% e relação VEF1–CVF = 0,65, sem alteração após a prova broncodilatadora. Nesse caso, é indicado o início de qual medicação via inalatória?
- Beta-2-agonista de longa ação, de uso contínuo.
- Beta-2-agonista de longa ação e corticosteroide, ambos de uso contínuo.
- Corticosteroide de forma contínua e beta-2-agonista nos episódios de piora do quadro.
- Beta-2-agonista de longa ação e brometo de tiotrópio, ambos de uso contínuo.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Paciente com dispneia grau 2 pela escala mMRC e risco de exacerbação baixo tem indicação de tratamento de manutenção. A espirometria confirma obstrução ao mostrar VEF1 = 75% e relação VEF1/CVF = 0,65, sem reversibilidade, compatível com DPOC estabelecida.
Por isso o início de Beta-2-agonista de longa ação via inalatória em uso contínuo é apropriado. Esses fármacos proporcionam broncodilatação sustentada, reduzem a dispneia e melhoram a tolerância ao esforço quando há sintomas persistentes.
A ausência de resposta broncodilatadora reforça o padrão de DPOC e a necessidade de terapia de manutenção respiratória, visando controle sintomático contínuo e menor necessidade de resgates.
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