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Questão FC887252

Todos os pacientes devem ser perguntados se fumam, quanto fumam, há quanto tempo fumam, sua experiência pregressa com a cessação do hábito e se estão atualmente interessados em par

Pneumologia

CRS (PM MG) · 2023

Todos os pacientes devem ser perguntados se fumam, quanto fumam, há quanto tempo fumam, sua experiência pregressa com a cessação do hábito e se estão atualmente interessados em parar de fumar. Mesmo aqueles que não estão interessados devem ser incentivados e motivados a fazê-lo, além de receber uma mensagem médica clara, forte e personalizada de que o fumo é uma preocupação importante para a saúde. Devem receber do médico uma oferta de auxílio caso se interessem por cessarem o hábito. No Brasil, bupropiona e adesivos de nicotina estão disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a pacientes que frequentam, regularmente, grupos de cessação do tabagismo em unidades de saúde.

 

Sobre o tabagismo, marque a alternativa CORRETA:

  1. A exposição por longo prazo à fumaça de tabaco no ambiente não altera o risco de doença arterial coronariana entre os não fumantes.
  2. O tabagismo materno não está associado à síndrome de morte súbita do lactente.
  3. Efeitos estimulantes da nicotina podem aumentar os efeitos dos benzodiazepínicos ou dos betabloqueadores.
  4. Após 15 anos da cessação, o risco de um novo infarto do miocárdio ou morte devido a doença arterial coronariana em fumantes antigos é semelhante ao das pessoas que nunca fumaram.
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Gabarito

D

Comentário do professor

A afirmação está correta: após 15 anos de cessação do tabagismo, o risco de novo infarto do miocárdio e de morte por doença arterial coronariana aproxima-se do observado em pessoas que nunca fumaram.

Isso ocorre porque, com o tempo, há recuperação funcional do endotélio, redução do estado pró-trombótico e da inflamação vascular, e desaceleração da progressão aterosclerótica. O benefício é progressivo: já nos primeiros anos pós‑paro o risco cai significativamente e continua diminuindo até se igualar, em torno de 15 anos, ao dos não fumantes.

Na prática clínica, esse dado reforça que deixar de fumar traz ganhos cardiovasculares substanciais mesmo para fumantes de longa data, tornando a cessação uma meta prioritária em prevenção secundária e primária.

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