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Questão FC887357

Paciente de 35 anos, sexo feminino, vem trazida por seu esposo militar. Conta que estivera em consulta psiquiátrica há dois meses, quando recebeu o diagnóstico de depressão maior e

Psiquiatria

CRS (PM MG) · 2021

Paciente de 35 anos, sexo feminino, vem trazida por seu esposo militar. Conta que estivera em consulta psiquiátrica há dois meses, quando recebeu o diagnóstico de depressão maior e a indicação de uso de Paroxetina 20mg, com “bons resultados”. Há duas semanas, a sogra foi diagnosticada com câncer de mama e, desde então, a paciente passou a perder o sono, ficar ansiosa, agitada, e a se preocupar em demasia com a organização de qualquer coisa. Tem levantado de madrugada para fazer a limpeza de casa. Os pensamentos parecem-lhe acelerados. Esposo afirma que o relato da paciente procede e o que mais lhe chama a atenção é que ela “tem falado demais”, “atropelado os pensamentos”, “desatenta ao que o outro diz”, “se ocupando muito da limpeza da casa” e comprado coisas “aparentemente desnecessárias”.

Sobre o quadro clínico apresentado pela paciente e seu tratamento é INCORRETO afirmar:

  1. Antipsicóticos de primeira geração apresentam baixa eficácia para o tratamento da mania aguda.
  2. Antipsicóticos atípicos apresentam início de ação mais rápida se comparados aos estabilizadores do humor clássicos – lítio, divalproato e carbamazepina.
  3. Antidepressivos devem ser reduzidos, em oposição à descontinuação súbita, para minimizar os efeitos de abstinência e prevenir a piora súbita da instabilidade do humor.
  4. Benzodiazepínicos poderiam ser agentes coadjuvantes aceitáveis para se iniciar visando ao sono, à ansiedade e à agitação da paciente.
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Gabarito

A

Comentário do professor

A afirmativa é falsa. Os antipsicóticos de primeira geração têm eficácia demonstrada no tratamento da mania aguda, sobretudo para controle rápido de agitação e sintomas psicóticos.

Exemplos clássicos como haloperidol e clorpromazina reduzem sintomas maníacos por bloqueio dopaminérgico (D2) e são utilizados isoladamente ou em associação com estabilizadores de humor em episódios agudos.

O ponto importante é que, apesar da eficácia, esses fármacos apresentam maior risco de efeitos extrapiramidais e discinesia tardia, razão pela qual muitos clínicos preferem antipsicóticos de segunda geração quando o perfil de tolerabilidade é prioritário.

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