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Questão FC887499

A compreensão do mecanismo de lesão nas fraturas do rádio distal é importante para o entendimento e redução destas fraturas, bem como para o planejamento do tratamento definitivo.

Sem classificação

CRS (PM MG) · 2026

A compreensão do mecanismo de lesão nas fraturas do rádio distal é importante para o entendimento e redução destas fraturas, bem como para o planejamento do tratamento definitivo. Marque a alternativa CORRETA em relação a Classificação de Fernandez, baseada no mecanismo de lesão.

  1. O Tipo IV são fraturas por mecanismo combinado entre impacção e flexão, além das fraturas-luxações radiocárpicas.
  2. O Tipo II são fraturas de flexão do rádio distal, tendo a fratura de Colles e Smith como principais exemplos.
  3. O Tipo III são fraturas de compressão da superfície articular com impactação de osso esponjoso subcondral e metafisário. Estas são geralmente lesões de alta energia e geralmente envolvem ruptura das colunas radial e intermediária.
  4. O Tipo I é o mais comum, com fraturas articulares parciais nas quais um córtex falha pelo estresse de tração e o córtex oposto sofre um grau variável de cominuição, sendo o Barton volar o principal exemplo.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Tipo III na classificação de Fernandez corresponde a fraturas por compressão da superfície articular do rádio distal. O mecanismo envolve carga axial elevada que promove impactação do osso esponjoso subcondral e do metáfise, resultando em depressão da cartilha articular e possível afundamento da superfície que suporta o carpo.

Essas lesões são típicas de trauma de alta energia e frequentemente apresentam cominuição metafisária associada. Há comprometimento das colunas anatômicas do rádio, especialmente a coluna radial e a coluna intermediária, o que aumenta a ocorrência de instabilidade articular e risco de incongruência da articulação radiocárpica.

Do ponto de vista terapêutico, exigem redução anatômica da superfície articular e estabilização adequada, muitas vezes com enxertia ou fixação interna, para restaurar a congruência articular e minimizar o risco de artrose pós-traumática.

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