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Questão FC890258

Paciente feminina, 61 anos, portadora de artrite reumatoide soropositiva em acompanhamento irregular, procura atendimento com história de piora abrupta da fadiga, icterícia progres

Hematologia e Hemoterapia

FGV · 2026

Paciente feminina, 61 anos, portadora de artrite reumatoide soropositiva em acompanhamento irregular, procura atendimento com história de piora abrupta da fadiga, icterícia progressiva, palpitações e urina escurecida há quatro dias. Relata que interrompeu seu tratamento regular há vários meses e vinha utilizando anti-inflamatórios com frequência. Ao exame físico, encontra-se pálida, ictérica (3+/4+), taquicárdica e com esplenomegalia discreta. O esfregaço periférico mostra policromasia, anisocitose moderada e esquizócitos.

 

Os exames laboratoriais revelam:

 

• hemoglobina 7,0 g/dL

• VCM 94 fL

• HCM 31 pg

• reticulócitos corrigidos 6%

• LDH 950 U/L

• haptoglobina indetectável

• bilirrubina total 4,1 mg/dL (indireta 3,4 mg/dL).

 

Considerando o quadro clínico e laboratorial, o exame que confirma a etiologia da hemólise é:

  1. pesquisa de anticorpos IgM e avaliação de crioaglutininas com aglutinação a 4 °C;
  2. teste da antiglobulina direta com reagentes para IgG e C3d, associado à análise do esfregaço;
  3. dosagem de G6PD, eletroforese de hemoglobina e teste de solubilidade, investigando hemólise hereditária;
  4. investigação de autoanticorpos como FAN e anti-DNA, com prova cruzada sanguínea;
  5. dosagem sérica de ácido metilmalônico e homocisteína, avaliando anemia megaloblástica.
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Gabarito

B

Comentário do professor

O Teste da Antiglobulina Direta (TAD ou Coombs direto) com reagentes para IgG e C3d confirma a etiologia imunomediada da hemólise ao demonstrar anticorpos e/ou frações do complemento aderidos à membrana das hemácias.

Num quadro com queda aguda da hemoglobina, reticulocitose importante, LDH elevado, haptoglobina indetectável e bilirrubina indireta aumentada, a positividade do TAD identifica anemia hemolítica autoimune.

A análise do esfregaço complementa o TAD: a presença de esferócitos favorece hemólise por ação de anticorpos, enquanto predomínio de esquizócitos sugeriria fragmentação mecânica, auxiliando na diferenciação etiológica.

Portanto, a associação do TAD para IgG/C3d com a avaliação morfológica das hemácias é o exame diagnóstico-chave para confirmar hemólise autoimune.

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